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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

SEM PAPAS NA LÍNGUA - NÃO HÁ REGRAS SEM EXCEPÇÃO, MAS......



Muitos jovens( não generalizando) nunca atingirão a maturidade exigida para enfrentar o neoliberalismo fascista.

Mesmo os que são vítimas das políticas de direita, quando interrogados, quando confrontados com o desemprego, a falta de oportunidades colocam uma "cara de parvos" que nos suscitam muitas duvidas.

Percebem mais de um telemóvel, de uma máquina, uma moto, um carro, do que da sua origem a sua cultura, a vida dos seus antepassados mesmo as dos pais que fizeram das tripas coração para lhes dar uma vida que não tiveram sob a batuta do fascismo, a diáspora da emigração.

A política é para os velhos e alguns que demonstram algum potencial analisador do que os rodeia, são apanhados pelos partidos quase sempre os de direita, que lhes dão uns euros para defenderem os costados do capital e uma carreira de aldrabões onde aprendem a demagogia não se preocupando com os problemas da maioria do seu Povo.

Será que querem mesmo viver com dignidade ?
Será que a cabecinha de certa gente funciona e consegue discernir a realidade da vida ?

Porque se desinteressam da política e depois exigem direitos ?
Como podem exigir se não participam, se fogem como covardes das responsabilidades que têm como cidadãos e cidadãs ?

Estas posições no meu ver fazem-me lembrar a política dos carrapatos e cismas que se colam à fonte de alimento e enquanto ela durar, enquanto os mais velhos e conscientes andarem nos cornos do touro, eles "curtem" a vida e não querem saber de "chatices".

Embarcam os tristes, no vegetar de uma vida onde ostentam as "marcas caras", assassinam a nossa cultura com estrangeirismos que não são mais que toneladas de merda para consumo imediato e temporário, e continuam sempre virados para as "novidades" que vêm dos países "desenvolvidos".

Para muitos Portugal resume-se a uns quantos concertos, uns jogos de bola, umas "raves" onde a alienação é total e preocupante. Parece terem vergonha da sua gente, do seu Povo.

Há quem aponte que isto se deve a terem nascido já com as liberdades adquiridas e eu pergunto ! então e a responsabilidade, a futura ? 
a responsabilidade para quem lhes proporcionou a existência ? 
então a dignidade como seres humanos ? 
inexistente na vida estúpida que levam, as parvas alegres, negam toda a miséria, a morte, o sofrimento do que se passa no seu pais e no mundo ?

Será isto viver, ter amor, ter honra ? ter o respeito de outros que de despedaçam para mudar as injustiças enquanto eles cruzam os braços e tiram ganfonas do nariz ?

António Garrochinho

2 comentários:

Adérito disse...

Será que a nossa geração também não tem uma quota parte de culpa por não ter incutido nos sucessores os valores supracitados?

Garrochinho disse...

sim Adérito ! a sua observação é correta. Abraço amigo