Há dias publiquei aqui a minha opinião sobre as escritas de Raquel varela. Agora para reforçar aqui está mais uma opinião de outro senhor.
Mamadou Ba in facebook
Raquel Varela quer assumir o papel de representante dos gladiadores da esquerda contra o que consideram um famigerado "identitarismo". Qualquer oportunidade para opinar sobre o colonialismo, o racismo e a imigração é um pretexto para apoucar quem pretende trazer uma centralidade política à luta anti-racista. A tese que ela pretende corporizar é a de uma certa esquerda, incapaz de lidar com a questão racial, atirando-se estupidamente ao que chama de “identitarismo” para desconversar sobre o assunto, já que não consegue abdicar do seu privilégio doutrinário. A tese é espatafúrdia e desonesta, porque aqueles e aquelas que travam o combate contra o racismo, vivem e sabem melhor do que a própria o quão está associada a dimensão de classe à dimensão de raça. E, nesta entrevista boa, no geral, lá está ela de volta à carga, dizendo pérolas como: "o colonialismo proporcionou um brutal desenvolvimento económico e também foi realizado em grandes condições de barbárie." e até repetindo a ladainha da direita: "Isso é uma constatação histórica, não se pode fugir aos dois factos. A maioria dos portugueses não tem qualquer responsabilidade no processo colonial...." e advertindo ainda que não podemos "transformar a história num divã freudiano". Com teses dessas, a luta anti-racista, com pouco ou nada poderá contar.

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