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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Honoré Daumier - Pintor comprometido com uma profunda consciência social, sempre denunciou a dura realidade das classes populares.










Honoré Daumier (26 de fevereiro de 1808 - 10 de fevereiro de 1879) foi um gravador, caricaturista, pintor e escultor francês, cujas muitas obras oferecem comentários sobre a vida social e política na França no século XIX. 
Um dramaturgo prolífico que produziu mais de 500 pinturas, 4000 litografias, 1000 gravuras de madeira, 1000 desenhos, 100 esculturas, talvez seja mais conhecido por suas caricaturas de figuras políticas e satirizas sobre o comportamento de seus compatriotas

Pintor comprometido com uma profunda consciência social, sempre denunciou a dura realidade das classes populares.

Esta pintura mostra-nos uma certa sordidez dos personagens que contrasta com a sofisticação industrial do comboio. O grotesco que desenvolve incide no seu talento caricatural e que, também, se pode avaliar a influência de Goya. Há um extraordinário poder de síntese da narrativa compositiva, que evidencia o interesse que mais tarde viria a despertar nos expressionistas.
Nota de edição

Honoré Daumier 1808-1879
Actualmente ele também é considerado um dos mestres da litografia e um dos pioneiros do naturalismo.
As suas primeiras litografias datam de 1820. Tendo a sua caricatura Gargântua, que ridicularizava o rei Luís Filipe, custado seis meses de prisão em 1831.
Depois de dominar a técnica da litografia, Daumier trabalhou como ilustrador para publicidade. Desenvolveu também a linguagem da charge e da caricatura, caracterizada pela crítica social e política.
Já a sua pintura é completamente diferente. A paleta de cores que usa é nos tons ocre e terra. Os temas são artistas em desgraça e crianças na miséria, algo que o mobilizava de maneira singular. No entanto, seus quadros não visam à emoção gratuita; as suas personagens conservam o tempo todo a dignidade humana.
Daumier mudou-se com os pais de Marselha para Paris em 1816. A mudança atendia às ambições do pai, que embora fosse mestre em vitrais queria seguir a carreira de poeta. O adolescente Daumier trabalhava como empregado de um funcionário da justiça e como auxiliar de um contador. Nessa época começou a se interessar pelas artes plásticas. Ia com certa freqüência ao Museu do Louvre, onde ficava admirando e estudando as valiosas coleções. Em 1822 teve aulas no ateliê de Lenoir, um ex-aluno de David. Também estudou profundamente as obras de Rubens e Ticiano.
Suas primeiras litografias datam de 1820, quando Daumier estava empregado como ilustrador em diferentes centros gráficos da cidade. Sua caricatura Gargântua, que ridicularizava o rei Luís Filipe, custou-lhe seis meses de prisão em 1831. 


Privado da liberdade, o ilustrador matava o tempo retratando os presos. Já em liberdade, assinou um contrato com a revista La Caricature e mais tarde com a célebre Le Charivari.
São conhecidas mais de 4 000 litografias de Daumier. De fato, ele foi um dos litógrafos mais especializados. Nelas reproduziu uma visão crítica, às vezes irônica, às vezes direta e certeira, dos acontecimentos de sua época. Seu estilo é dinâmico e jovial. Com uma linha, Daumier podia redefinir um conceito psicológico, como no Ratapoil (1850).
Depois de dominar a técnica da litografia, Daumier trabalhou como ilustrador para publicidade e o mercado editorial, influenciado pelo estilo de Charlet. Ele desenvolveu a linguagem da charge e da caricatura, caracterizada pela crítica social e política.

Já sua pintura é completamente diferente. A paleta de cores se simplifica nos tons ocre e terra. Os temas são artistas em desgraça e crianças na miséria, algo que o mobilizava de maneira singular. No entanto, seus quadros não visam à emoção gratuita; seus personagens conservam o tempo todo a dignidade humana.

Self-Portrait 1869

A carruagem de terceira classe, Honoré Daumier


Honoré Daumier

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