AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

QUEM PERDEU, QUEM GANHOU ? - Colômbia e guerrilha das FARC põem fim a meio século de guerra



Em junho, Raul Castro assistia ao aperto de mão histórico entre o presidente colombiano Juan Manuel Santos com o representante das FARC Londono Echeverri 'Timochenko'  


O mais antigo conflito da América Latina do mundo terminou ontem. Os rebeldes marxistas baixam as armas

O Presidente colombiano Juan Manuel Santos já havia anunciado que durante o dia de ontem daria "uma notícia histórica, muito importante para o país". E por fim chegou: o governo colombiano e o grupo guerrilheiro marxista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC) chegaram a um acordo de paz histórico, pondo fim ao mais antigo conflito da América Latina, que se estendeu por mais de cinco décadas. Os guerrilheiros das FARC abandonam assim a luta armada e juntar-se ao processo político legal, avançou o El Universal.

As negociações, em curso desde novembro de 2012, tiveram como ponto determinante a assinatura bilateral de um cessar-fogo a 23 de junho. Nesse dia, em Havana, ao lado do Presidente cubano Raul Castro e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, o líder das FARC, Timoleon Jimenez, conhecido como Timochenko, declarava: "Que este seja o último dia da guerra."

Estima-se que este conflito terá levado à morte de 220 mil pessoas, além de ter criado cinco milhões de deslocados internos. Nas suas fileiras, as FARC contavam entre seis e sete mil rebeldes.

"Não há lugar para vencedores ou derrotados quando se atinge a paz através de negociações", lia-se ontem num tweet do negociador das FARC, Rodrigo Granda. "A Colômbia vence, perde a morte", acrescentou. A partir de Havana, quero partilhar com o povo colombiano a minha satisfação por termos chegado a este ponto", afirmou ainda Timochenko, citado pela BBC.

Os guerrilheiros marxistas combatiam contra o governo colombiano desde 1964. Entre os momentos mais marcantes da luta contam-se o rapto da senadora colombiana Íngrid Betancourt, em fevereiro de 2002, que só terminou em 2008. Juan Manuel Santos era então ministro da Defesa. Outro dos momentos foi a morte do líder das FARC, Alfonso Cano, a 5 de novembro de 2011, numa poderosa demonstração de força do regime de Bogotá.

www.dn.pt

Sem comentários: