O evento que provocou o desaparecimento dos dinossauros — a chamada
extinção do Cretáceo-Paleógeno — ocorreu há cerca de 65
milhões de anos e, sem dúvida, é a mais discutida e
famosa extinção em massa que ocorreu na Terra.
No entanto, apesar de ter sido devastadora e de ter
provocado a morte de aproximadamente 75% das
espécies — de organismos marinhos e terrestres — do
planeta, ela não foi a pior da História. Além da extinção do
Cretáceo-Paleógeno, a Terra foi palco de outras tantas
grandes extinções em massa, e você pode conhecer um
pouco mais sobre outros quatro eventos a seguir:
1 – Extinção do Ordoviciano
Ocorrida entre 450 e 440 milhões de atrás, a extinção do
Ordoviciano ficou conhecida como a segunda maior extinção
em massa da história do planeta. Ela foi o resultado de uma
grande diminuição do nível do mar graças à formação de
glaciares seguida pelo aumento do nível ocasionado pelo
posterior derretimento de geleiras.
Durante esse período, a maior parte das criaturas vivas
habitava os oceanos, e essa extinção provocou o
desaparecimento de mais de 60% de todos os invertebrados
marinhos que existiam na Terra.
2 – Extinção do Devoniano
A Extinção do Devoniano teve lugar há aproximadamente
365 milhões de anos e provocou o desaparecimento de três
quartos de todas as espécies do planeta, ficando conhecida
como a terceira pior extinção em massa da Terra. Sua causa
definitiva ainda é desconhecida, mas acredita-se que, em
vez de todos esses seres vivos terem desaparecido por conta
de um único evento, uma série de extinções pode ter
ocorrido ao longo de alguns milhões de anos.
3 – Extinção do Permiano-Triássico
Também conhecida como “A Grande Agonia”, ela ocorreu
há aproximadamente 250 milhões de anos e foi a maior
extinção em massa da história do nosso planeta.
Muitos cientistas acreditam que ela pode ter sido
desencadeada pelo impacto de um grande meteoro ou
cometa — embora nenhuma cratera tenha sido
descoberta —, por uma imensa erupção vulcânica ocorrida
na Sibéria ou, ainda, por uma combinação desses dois
eventos.
Durante esse terrível período, mais de 95% de todas as
espécies da Terra pereceram, e todas as criaturas vivas que
existem atualmente no mundo são descendentes dos poucos
seres que sobreviveram a essa severa extinção.
4 – Extinção do Triássico-Jurássico
Este evento teve lugar há cerca de 200 milhões de anos,
e mais de 20% das espécies — em sua maioria
marinhas — desapareceram do planeta.
A extinção do Triássico-Jurássico ocorreu durante os últimos
18 milhões de anos do período Triássico e antecedeu a
extinção do Cretáceo-Paleógeno, ou seja, a que provocou a
morte dos dinossauros.
Evidências apontam que a extinção em massa do
Triássico-Jurássico foi provocada pelos efeitos combinados
de duas ou três fases, e entre as hipóteses sobre o que pode
ter desencadeado a morte de tantos seres vivos estão o
impacto de um asteroide e mudanças climáticas e no nível
dos oceanos.
No entanto, a hipótese considerada como mais provável é a
de que a extinção tenha sido resultado de enormes erupções
vulcânicas que teriam liberado grandes quantidades de
gases e cinzas na atmosfera que, em um primeiro
momento, provocaram um intenso aquecimento global
e, depois, um acentuado resfriamento.
***
A ideia de presenciar o desenrolar de uma grande extinção
em massa parece assustadora, não é mesmo? Pois diversos
cientistas acreditam que um desses eventos — batizado de
Extinção do Holoceno — se encontra em pleno progresso.
Aliás, segundo as estimativas, espécies de animais estão
desaparecendo entre 100 e mil vezes mais depressa do que
o registrado em extinções anteriores, com a diferença de
que o declínio de biodiversidade parece estar ocorrendo
devido a ações humanas — em vez de ser resultado do
impacto de um asteroide ou de uma devastadora erupção
vulcânica.
FONTE(S)
BBC
National Geographic
Endangered Species International
ListVerse
a-nova-realidade.blogspot.pt
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