As imposições da União Europeia e as consequências desastrosas na vida dos povos
A realidade do nosso país demonstra bem as consequências da integração
capitalista na União Europeia. Nas últimas décadas foram destruídos milhares e
milhares de postos de trabalho, com o desmantelamento do setor produtivo -
a destruição da indústria com o encerramento de muitas empresas e a destruição
do setor das pescas e da agricultura, com a atribuição de subsídios para o abate
da frota pesqueira e para que as terras não produzissem.
Tais políticas comprometeram o desenvolvimento e o progresso do país.
E o resultado está à vista: declínio económico e retrocesso social.
Contrariamente ao que muitos julgam, Portugal perdeu mais, do que ganhou,
com a integração europeia, que nem os fundos comunitários compensaram tais
perdas.
A União Económica e Monetária, o Tratado Orçamental, a governação económica
e a União Bancária só vieram agravar as condições de vida dos povos, para além
de constituírem instrumentos de uma inaceitável ingerência na independência e
soberania dos Estados.
Para o diretório da União Europeia e o grande capital, as condições de vida dos
povos não têm
nenhum valor, o que interessa é manter o saque dos recursos públicos a pretexto
da consolidação das contas públicas, para continuarem a acumular riqueza à custa do
empobrecimento dos trabalhadores. Infelizmente o nosso país é um bom exemplo.
Nos últimos anos, os PEC's, o Pacto de Agressão da troica e os ditames da União
Europeia trouxeram ao nosso país mais desemprego, mais pobreza - os dados da pobreza
dizem-nos que entre 2009 e 2013 a pobreza aumentou 45%, atirando para a pobreza mais de
800 mil portugueses - e mais dificuldades no acesso a direitos fundamentais.
Atualmente as atenções estão dirigidas para a Grécia. Os últimos desenvolvimentos revelam uma
inaceitável ingerência, chantagem e pressão sobre o povo grego.
Chantagens e pressões que já tínhamos assistido nas eleições na Grécia, e que procuraram
condicionar a livre opção do povo grego.
Tais atitudes demonstram a verdadeira natureza da União Europeia, ao serviço do
grande capital. Procuram por todos os meios limitar, restringir e impedir que os
povos sejam soberanos, para que se submetam às diretrizes e orientações da
capital.
Torna-se cada vez mais claro que só uma rutura com estas políticas e orientações
que sustentam o processo de integração capitalista europeu e os seus
instrumentos (União Bancária e Monetária, Tratado Orçamental, governação
económica e a União Bancária) resolverá os problemas com que os Estados e
os povos se confrontam no plano económico e social. Torna-se cada vez mais
claro, a urgência da renegociação da dívida, da preparação da saída do país do
euro e do controlo público da banca, para abrir perspetivas de desenvolvimento e
progresso com a adoção de uma política alternativa, que aposte no aparelho
produtivo, no controlo público de setores estratégicos da economia, na
redistribuição da riqueza, numa justa política fiscal, na garantia dos direitos sociais
e na afirmação da nossa independência e soberania.
: http://expresso.sapo.pt
Sem comentários:
Enviar um comentário