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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CIVILIZAÇÕES AFRICANAS (VII) - O REINO KUBA

Reino Kuba



Foi fundado no séc XVII e ocupou parte da atual República Democrática do Congo. Era composto por 20 tribos diferentes; dentro elas os Bushong são os mais poderosos e significativos.




O Reino Kuba ou Federação Kuba existiu entre 1625-1900. Era limitado pelos rios Sankuru, Lulua e Kasai localizado no sudeste do que é hoje a República Democrática do Congo (antigo Zaire). O Reino Kuba foi um conglomerado de vários principados menores de diversas origens étnicas(compreendendo uma coleção de aproximadamente vinte grupos étnicos Bantu). Os primeiros habitantes migraram para Kuba a partir do norte durante o século 16.


Máscara Kuba, datada entre o
final do século 19 e início do 20.

Sua capital era Nsheng, que é agora Mushenge moderno. O nome "Kuba" é derivado do termo usado pelo luba (cujo reino colocado ao sul do Kuba) para a civilização.

A maior parte de Kuba foi poupada do comércio de escravos de Europeus e Afro-arabes.
Em conseqüência, a civilização conseguiu sobreviver por muito tempo.

Os texteis Kuba, os panos Shoowa, o esplendor da arte tribal

Vindos do coração de África, as tribos Kuba do Congo, teçem diversas peças em ráfia, autênticas obras de arte.



Texteis Kuba.

Pequenos tapetes, pequenos panos (Shoowa, as verdadeiras jóias)
A base tecida pelos homens, o design geométrico concebido pelas mulheres e crianças.
O resultado comunal final é ao mesmo tempo de uma complexidade imensa e de uma simplicidade cativante.

Símbolos tribais, geometria assimétrica estes objetos preciosos são uma descoberta relativamente recente no mundo ocidental.
Hoje muito utilizados como peças decorativas, outrora também peças de roupa, foram em tempos moeda de troca e era através deles que as mulheres mostravam a sua destreza para os trabalhos domésticos.




Os desenhos, têm passado de geração em geração, resistindo ao tempo e às influências externas.
Misteriosos, equilibrados e aveludados, a sua originalidade faz dos texteis Kuba verdadeiras obras de arte, expostas em muitos museus de arte em todo mundo.

O povo Kuba é muito criativo e conseque expressar essa criatividade através de padrões de uma força enorme.

Não é coincidência a atração do Ocidente por esta forma de arte tribal. A utilização de formas geométricas e ângulos retos faz com que nos reportemos a toda a civilização e cultura ocidental sempre ícono-grafada através da arte heráldica.
Algo de invisível nos atrai nos texteis Kuba.

Primeiros contatos com o ocidente

O primeiro contato com os texteis Kuba foi feito em 1611, quando os portugueses compraram 50.000 peças a norte de Angola para vestirem os escravos que depois foram para a América.

Os originais, difíceis de encontrar na Europa, quando aparecem atingem preços elevados. No interior de África e com um pouco se sorte eles ainda é possível encontra-los.


Fontes: Blog do Carlos Terenas / Wikipédia

civilizacoesafricanas.blogspot.pt

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