ATENÇÃO ESTIMADO(A)S VIUSITANTES PARA DIMINIUIR O TAMANHAO DAS IMAGENS CLK NAS MESMAS
A Primeira Festa do “Avante!” realizou-se a 24, 25 e 26 de Setembro de 1976, na FIL, em Lisboa. Ergueram-na milhares de militantes e amigos do Partido – operários, intelectuais, estudantes, trabalhadores de todas as profissões, homens, mulheres e jovens – que, com a sua criatividade e muitas e muitas horas roubadas ao merecido descanso de um dia normal de trabalho, deram o pontapé de partida para aquele que, de então para cá, passou a ser o maior evento cultural, artístico, político, de convívio e de confraternização, do país – uma expressão concreta da força e das potencialidades da militância revolucionária.
Partido Comunista Português
| 1ª Festa do «Avante!» 1976 | |||
| 1ª Festa do «Avante!» 1976 | |||
| Quarta, 29 Setembro 1976 | |||||
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A 1ª Festa - 1976 In «Avante!» de 30-09-76 Texto de Ruben de Carvalho
«A Festa do "Avante!" era - quantas vezes o dissémos! - um sonho antigo, um sonho acalentado durante a vida clandestina do nosso Partido e do nosso jornal, um objectivo que floresceu em Abril de 1974.
Porquê fazer uma festa do nosso "Avante!"? Também conforme o dissémos quando a anunciámos nestas páginas, para fazermos uma Festa onde a nossa concepção do mundo, a nossa concepção da vida fosse exposta, fosse vivida! Uma Festa como efectivamente Portugal jamais vira, não apenas porque a actividade do Partido Comunista fora forçada à clandestinidade, mas também porque a repressão que forçou o nosso Partido à luta clandestina atingia afinal não apenas os comunistas mas todos os potugueses, a sua liberdade, a sua felicidade - a sua vida em suma. A Festa do "Avante!", sendo uma Festa organizada pelos comunistas teria de ser uma grande Festa da vida, dessa vida que o fascismo reprimiu e tentou destruir, uma festa popular onde, finalmente liberto, o povo pudesse construir e conhecer a realidade de ser livre. Esta grande festa da liberdade e do homem que organizamos na FIL correspondeu inteiramente ao que dela esperávamos. O grande orgulho que nós, comunistas, sentimos por termos erguido uma festa por que passaram centenas de milhares de pessoas é, antes de tudo o mais, o da consciência de termos correspondido ao que de nós se exige, ao termos proporcionado a essas centenas de milhares de pessoas, das quais muitas não eram comunistas, a Festa que procuravam, a Festa da liberdade que conquistaram e vivem (...)»
A 1ª Festa - 1976
In Avante! de 30-09-76 «A Festa do «Avante!» foi também sua. Pelas estruturas criadas, pelos jogos à sua disposição, pelos espectáculos particularmente dedicados. Os meninos imperaram na creche, na zona dos pioneiros (...) Mas estiveram também em toda a feira.(...) «A presença das criança a preocupação evidente e directa por elas não foi nem nunca será em vão».
A 1ª Festa - 1976
In Avante! de 24-06-76 A FESTA DO «AVANTE!» VAI SER (foi) ASSIM !
História do PCP e do «Avante!»
A organização do Partido Cidade Internacional Pavilhões dos países socialistas, de jornais de Partidos irmãos, pavilhões dos novos países africanos com exposições sobre as conquistas dos povos que avançam decididamente na construção do socialismo, sobre a luta das forças progressistas de todo o mundo - e também bancas onde poderão ser compradas recordações e produtos de todo o mundo! Festival Internacional da Canção Política
Cantores, conjuntos e grupos corais de todo o mundo participarão no maior espectáculo realizado em Portugal dedicado à canção de combate, à canção ao serviço da liberdade dos povos.
Festival de Teatro e Festival de Cinema
Durante os três dias de festa serão exibidos filmes de todo o mundo.
Quatro palcos irão funcionar em simultâneo: um deles aberto sobre uma assistência que poderá ser superior a 40.000 pessoas! Para além de vários espectáculos de teatro, os visitantes poderão ainda assistir a outras exibições com conjuntos musicais, bandas, declamaão, variedades. etc., etc.
Colóquios e Conferências
Escritores, artistas, jornalistas, etc. participarão em debates e colóquios com o público, destacando-se os que se realizarão no Pavilhão do Comité Central, onde dirigentes do PCP se encontrarão com todos os que com eles queiram debater os problemas do país e do mundo. Uma exposição de pintura e escultura será ainda outra contribuição dos intelectuais comunistas e progressistas à Festa do «Avante!»
Cidade do Livro e do Disco Uma grandiosas venda de livros e discos de todo o mundo a preços únicos! Todos os temas da história. da política, da sociologia, da arte, a música de combate, a música clássica! Não foram esquecidos os autocolantes: teremos uma Grande Feira do Autocolante para trocas, vendas, compras, consultas! E ainda cartazes, reproduções, fotografias, etc. etc. Para as crianças As crianças não foram esquecidas (e os pais também não... Durante todo o dia funcionará um infantário no recinto da Festa!). Para os mais pequenos haverá o Centro dos Pioneiros - onde estão previstas várias actividades - e ainda espectáculos de circo, de cinema, «robertos» e variedades que lhes são especialmente dedicados!
«Comes e Bebes»
Um pouco por toda a feira haverá «barraquinhas» com especialidades regionais e os petiscos mais variados! Nos «stands» das organizações do Partido de Norte a Sul haverá o balcão especial, do presunto de Chaves aos doces de amêndoa do Algarve (passando pelos vários «verdes» e «maduros»!). Mas, para além disso, haverá ainda um restaurante propriamente dito com capacidade para atender simultaneamente um milhar de pessoas!
www.pcp.pt
AUCOLANTEBILHETE | |||||
Festa do Avante 1977 e 1978, Vale do Jamor
“ Jamor. Um vastíssimo terreiro “
1977
Em 1977, na primeira das manifestações de intolerância que se seguiriam, a Associação Industrial Portuguesa recusou a cedência da FIL para realização da Festa. A peregrinação da busca de local começou. E nesse ano, no meio de alguma polémica, foi tomada uma decisão histórica: fazer a Festa ao ar livre.
A sugestão de se usar o abandonado hipódromo do Jamor, mas essencialmente pela consciência de que uma festa como a do Avante!, popular, de massas, exigia o ar livre.
Vale do Jamor
É com a ida para o Jamor que a Festa adquire traços de identidade que se mantêm até hoje.
Com o ar livre a Festa passou a ver-se e, dentro da Festa, os visitantes passaram a ver-se a si próprios. A circulação, a decoração, a lógica plástica dos pavilhões, tudo ganhou exigências novas pela dimensão e pelo facto de se desenhar sobre um terreno inteiramente livre e aberto. Do ponto de vista plástico, foi o primeiro ano em que Rogério Ribeiro daria um contributo que, nas formas rasgadas e amplas e nas decorações de cores fortes e directas, daria à Festa não apenas um fascinante ambiente de ar livre profundamente estetizado, mas também um ambiente cromático em que se unia a combatividade e alegria da motivação da Festa com um cunho indelevelmente português e popular.
Mas talvez o passo mais importante dado em 77 tenha resultado do gigantesco esforço que representou erguer a Festa. Em 76, a FIL, infraestruturada, com pessoal próprio e especializado, resolvera muitos problemas; em 77 foi preciso fazer tudo. Erguer pavilhões, enterrar canalizações e redes eléctricas, tratar dos esgotos e dos abastecimentos, limpar o terreno. Se na FIL quase bastara desenhar, a partir daqui a responsabilidade e capacidade de um engenheiro, Fernando Vicente, era exigida pela própria realidade.
Tudo isto num país de há três décadas, com soluções técnicas limitadas, nenhuma experiência em iniciativas deste tipo e dimensão - tudo ainda agravado por meios financeiros limitados. A Festa de 77 só foi possível porque a organização do Partido se empenhou directamente na sua construção
Ao sair fisicamente das mãos dos militantes, a Festa passou a ser não apenas um ponto de encontro e de convívio mas uma obra colectiva, umacriação colectiva do colectivo partidário. Ao visitar a sua Festa, o Partido revia-se no que directamente construíra, para si e para Politicamente, a Festa assumia uma importância que dificilmente se poderia ter previsto. Passou a marcar o inicio do ano político e a assegurar o rápido retomar de trabalho das organizações após o período de férias. Em si própria, a Festa, no meio da dura batalha ideológica, constituía o mais poderoso desmentido da imagem que inimigos e adversários pretenderam sempre dar do Partido, fosse o do jamais verificado «declínio irreversível», fosse o do sempre negado «fechamento às novas realidades» humanas e culturais. Os milhares de visitantes.
pioneiro 1977
pioneiro 1978
EP 1977

Célula CUF
Célula CUF motoristas Barreiro
Célula CCP
Célula Carris

























































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