Há anos, um grupo de mulheres do Quênia criou a aldeia de Umoja que significa "a unidade" no idioma Swahili. Foi criada em uma área abandonada e não desejada, nas grandes zonas secas das pradarias.
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Rebecca Lolosoli foi obrigada a casar com um homem com o triplo de sua idade, um costume maldito na África, o de casamentos arranjados ou/e forçados. Violada e abandonada à própria sorte, soube lutar por seus ideais e criar um lugar que acolhe mulheres que sofrem ou sofreram o mesmo que ela.
Em um ato de pesar, os homens da mesma tribo construíram sua própria aldeia próxima com o intuito de vigiar e de espionar estas mulheres, pensando que aquela "arrogante" ideia tinha os dias contados.
Lesinik Sebastian, chefe da aldeia principal dos homens, descreve a clara divisão que viu entre os homens e as mulheres. "O homem é o chefe, a cabeça. A mulher é o pescoço". Apesar de que o pescoço nos guie, quem decide o que ver é a cabeça", diz Lesinik.
No entanto, as mulheres graças aos rendimentos procedentes dos campings e de seu centro cultural, onde vendem artesanato, foram capazes de enviar seus filhos à escola pela primeira vez. Vendo isso, os homens da aldeia próxima, trataram de construir uma oferta turística similar mas não tiveram o mesmo êxipo.
Umoja é hoje um povoado que tem uma fama tão sólida que mulheres de todo o Quênia vão até ali em busca de ajuda ou simplesmente de conselhos.
Ultimamente, os homens do povoado já admitem a derrota. Eles já não estão tentando atrair turistas. Alguns, inclusive foram embora e outros têm tido problemas para se casar, porque algumas mulheres na zona estão tomando o exemplo de Lolosoli. Segundo Lesinik, "Elas realmente tiveram bastante sucesso e talvez possamos aprender algo mais sobre nossos pescoços", diz com ar receoso.
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