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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Que voltem o Dracma e o nosso Escudo A destruição das moedas nacionais, operada mais por fixação ideológica que por racionalidade, foi um dos primeiros sintomas do carácter eminentemente imperialista da chamada União Europeia.

Que voltem o Dracma e o nosso Escudo



A destruição das moedas nacionais, operada mais por fixação ideológica que por racionalidade, foi um dos primeiros sintomas do carácter eminentemente imperialista da chamada União Europeia. Essa destruição caminhou a par da destruição dos corpos político e político-jurídico das nações, ofendendo irreparavelmente o próprio conceito de tratado que estivera na génese do projecto europeu. Se a soberania de um Estado resulta da soma de liberdades positivas de que goza, ou seja, da capacidade para se autodeterminar constitucional, institucional, económica e financeiramente, não há liberdade dos cidadãos sem a liberdade política do Estado. Ora, um dos pilares da liberdade de uma comunidade é, desde Heródoto, notada na faculdade de cunhar moeda. Uma Polis sem moeda era, sempre, uma dependência submetida ao efeito de campo de outra. A autoconservação de uma comunidade humana requer, pois, liberdade económica e liberdade monetária.

Leio com agrado que a quase totalidade dos imperialistas se vergou à inevitabilidade da manutenção da Grécia no eurogrupo. Que bom, renderam-se à evidência da vontade dos gregos em seguirem o seu caminho, ou seja, de se autodeterminarem. A Liberdade da Grécia é o primeiro golpe profundo na ideia da União Europeia entendida como inevitabilidade. A história ensina-nos que as palavras nunca e sempre jamais se aplicam aos homens e aos povos.


combustoes.blogspot.pt

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