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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O sistema de saúde dos funcionários públicos perdeu 100 mil beneficários nos últimos quatro anos.



ADSE perdeu cem mil beneficiários desde a entrada da troika


O sistema de saúde dos funcionários públicos perdeu 100 mil beneficários nos últimos quatro anos.



A ADSE, o sistema de saúde da função pública, perdeu 100 mil beneficiários 
desde 2011, ano em que a troika chegou a Portugal.
Os números são adiantados esta quinta-feira pelo "Diário Económico" e referem-se a 
todo o universo de beneficiários, incluindo os familiares dos contribuintes. 
Em janeiro de 2011, o universo ADSE era de 1.345.390 inscritos e em janeiro de 2015 estava nos 1.244.143. 
Ou seja, em quatro anos registou-se uma redução de 101.247 inscritos. Só em janeiro de 2015 o número caiu 
30 mil face a dezembro de 2014, devido à atualização dos ficheiros.
Mas a contribuir estão os 508 mil funcionários públicos no ativo e os reformados da Caixa Geral de Aposentações 
(descontam 1,5%) com pensões  superiores ao salário mínimo.
ADSE ou seguro privado? 
Há três fatores que explicam esta evolução. 
A redução do número de funcionários públicos (80 mil nos últimos três anos), 
o aumento do valor do desconto (3,5% do salário) e a restrição de acesso de familiares 
dos contribuintes aos 
serviços da ADSE. Como o desconto é uma taxa sobre o salário, a ADSE pode não se atrativa para os funcionários 
com vencimentos mais elevados. 
Quem ganhar 3000 euros mensais (por exemplo, professores no topo da carreira) 
paga 1365 euros por ano para a ADSE.  
É provável que um seguro privado de saúde se revele mais barato.
Ao longo de 2014, houve 2965 funcionários que desistiram da ADSE, de acordo com os dados oficiais divulgados 
pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap). Apesar de se tratar de um número irrelevante 
face ao universo de funcionários no ativo, a evolução traduz um crescimento assinalável face às 319 desistências de 2013.


http://expresso.sapo.pt

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