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domingo, 15 de fevereiro de 2015

O INFERNO DO SAL EM DJIBUTI - Em tempos de reinos virtuais e linguagens cibernéticas, ainda é possível encontrar países onde perduran meios de vida intactos há milhares de anos. Com seus 19 quilômetros de comprimento e 7 quilômetros de largura, no lago Assal, perdura uma atividade econômica realizada de um modo que muitos poderíamos pensar que já estivesse extinta.

Em tempos de reinos virtuais e linguagens cibernéticas, ainda é possível encontrar países onde perduran meios de vida intactos há milhares de anos. Com seus 19 quilômetros de comprimento e 7 quilômetros de largura, no lago Assal, perdura uma atividade econômica realizada de um modo que muitos poderíamos pensar que já estivesse extinta.



O inferno de sal do Djibuti
O inferno de sal do Djibuti
O negócio da extração e o transporte de sal na zona do cratera do lago Assal, em Djibuti, é realizado com ferramentas rudimentares e formas de transportes tão lendárias como as caravanas de camelo.
O inferno de sal do Djibuti
Diuturnamente caravanas atravessam o inóspito deserto.
O inferno de sal do Djibuti
Trabalhar na depressão do lago Assar, a 155 metros abaixo do nível mar, mas em pleno continente africano, poderia supor uma viagem a uma versão terrestre do inferno.
O inferno de sal do Djibuti
Lago Assal
A cratera está coberta por um dos corpos de água de maior salinidade do planeta. A água brota de vertentes termais a temperaturas entre 30 e 34ºC para evaporar-se com extrema rapidez, acumulando quantidades inesgotáveis de sal.
O inferno de sal do Djibuti
Os extratores de sal do lago Assal, trabalham em um ambiente sufocante, com as ferramentas rudimentares, e no meio de uma paisagem desértica onde a vida, em suas variantes de flora e fauna, preferiu não estar presente.
O inferno de sal do Djibuti
O inferno de sal do Djibuti
O sal é extraído à moda antiga, desmembrando pequenos fragmentos que são carregados nas caravanas rumo a Etiópia e países vizinhos.
O inferno de sal do Djibuti
A administração do comércio de sal é supervisionada pelo Shumbahari, ou o chefe da jazida do lago. O Shumbahari atribui as caravanas e os extratores de sal, em um número e tempo de extração limitado. A maioria dos trabalhadores são jovens, descendentes de gerações de extratores de sal.
O inferno de sal do Djibuti
Os blocos de sal, de 7 kg são carregados em blocos de 20 sobre os camelos. Em pleno meio dia, e com 40º C de temperatura, os camelos deverão empreender a viagem de regresso, sumindo na linha do horizonte como uma miragem.
O inferno de sal do Djibuti
Apesar das péssimas condições, e contrário ao que poderíamos imaginar, muitos trabalhadores e extratores de sal terminam a jornada de trabalho com um sorriso em seu rosto por poder levar alguns trocados para casa no final do dia.


 http://www.mdig.com.br/

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