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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Médicos de família precisam-se, reivindica PCP/Porto - Mais de 100 mil utentes não têm médico de família no distrito do Porto, diz Diana Ferreira. Deputada do PCP afirma que o Ministério da Saúde será confrontado esta semana com uma série de questões sobre o "caos no setor".

Médicos de família precisam-se, reivindica PCP/Porto


Mais de 100 mil utentes não têm médico de família no distrito do Porto, diz Diana Ferreira. Deputada do PCP afirma que o Ministério da Saúde será confrontado esta semana com uma série de questões sobre o "caos no setor".
O número de utentes sem médico no Distrito do Porto, e que no 
final do ano já ultrapassava os 100 mil pacientes, "não para 
de crescer e 
a tendência é para piorar", afirma ao Expresso 
Diana Ferreira, que avança que o Grupo Parlamentar do PCP 
vai confrontar, "por escrito", 
o Ministério da Saúde sobre "o caos vivido" na saúde.
Em conferência de imprensa esta segunda-feira, no Porto, a 
Direção Regional do PCP sustentou que a situação dramática 
vivida nas 
urgências hospitalares "é consequência da falta de 
investimento do SNS e, pior do que isso, dos brutais cortes na saúde 
e em todas as 
áreas da vida económica e social".
As mortes, as longas horas de espera de atendimento nas 
urgências, a acumulação de doentes em macas nos 
corredores, a sobrecarga 
de horária de médicos e enfermeiros foram alguns dos 
exemplos apontados PCP como "resultado das opções 
políticas do Governo 
PSD/CDS".
O encerramento de hospitais, centros de saúde ou unidades 
de saúde familiar e "a opção deliberada pela transferência de 
serviços para o setor privado" são outros problemas para os 
quais os comunistas querem respostas do Governo, propondo, 
entre outras medidas, "a reversão do processo de encerramento 
de serviços, a eliminação de taxas moderadoras, o fim do emprego precário".
Um reforço do investimento nos cuidados de saúde primários é uma das 
principais reivindicações apresentadas por Diana Ferreira, 
deputada que alerta para graves situações de défice de médicos 
nos centros de saúde de Amarante (13.468 utentes sem médico de 
família), Felgueiras (mais de 13 mil pacientes sem assistência) 
e Marco de Canaveses (mais de 10 mil).
Na cidade do Porto, entre os casos mais alarmantes foram apontados 
os centros da Foz do Douro e de Aldoar, defendendo a 
deputada do PCP que se está "a criar uma saúde para ricos e uma saúde para pobres".
No decurso da conferência de imprensa foi deixado ainda o alerta para o 

recrudescimento da tuberculose na região do Vale de Sousa e Baixo Tâmega, 
uma das regiões mais pobres e com "os mais altos índices da doença" da União Europeia. 
"Numa região com tantas carências 
sociais, é lamentável que sejam também os mais desprotegidos no acesso aos cuidados 
de saúde primários", acrescenta 
Diana Ferreira.


http://expresso.sapo.pt

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