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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Bebé torturada nove horas até morrer - Leonor teve direito a quatro meses de vida. Foi queimada, no verão de 2014, numa banheira com água a escaldar e deitada no chão do quarto dos pais com o corpo coberto de sal, na casa da família em Marvila, Lisboa, onde vivia com os pais e um irmão, de 18 meses.

Bebé torturada nove horas até morrer



Corpo sem pele foi tratado com vinho tinto e sal. 


 Leonor teve direito a quatro meses de vida. Foi queimada, no verão de 2014, numa banheira com água a escaldar e deitada no chão do quarto dos pais com o corpo coberto de sal, na casa da família em Marvila, Lisboa, onde vivia com os pais e um irmão, de 18 meses. O seu choro compulsivo foi calado com vinho. Após nove horas de agonia, todos os órgãos entraram em falência vital. Os pais – Emanuel Mário e Cláudia Silva – estão acusados, em coautoria, de homicídio qualificado, ofensa grave à integridade física e violência doméstica. Arriscam a pena máxima, 25 anos de prisão. Segundo a acusação, a que o CM teve acesso, na manhã de 17 de agosto, enquanto Cláudia, 33 anos, estava na cozinha, o marido, de 31, foi dar banho à bebé. Com a banheira cheia de água a escaldar, mergulhou Leonor de costas para baixo. As queimaduras deixaram a criança com 50% do corpo queimado – e com partes da pele a boiar na banheira. Perante o choro, o corpo de Leonor foi passado por água fria e barrado com Betadine onde a bebé já não tinha pele – costas, braços e pernas. Enquanto a filha gemia com dores, a mãe foi comprar carne, espumante e vinho. No regresso a casa, Cláudia, que foi bombeira oito anos, nada fez para impedir Emanuel de voltar a mergulhar a filha na banheira com água fria, vinho tinto e sal. A bebé ficou na banheira 30 minutos – um procedimento que foi repetido por diversas vezes durante todo o dia. Já ao cair da noite, o pai, ao ver que a bebé estava fria e pálida, esfregou-lhe a cara com óleo Johnson. Cláudia, vendo que a filha não respirava, começou a fazer-lhe manobras de reanimação. De seguida, o pai desferiu várias pancadas com força na cabeça de Leonor para a despertar. Só quando a bebé deixou de reagir, já perto das 22h00 desse dia, é que os pais chamaram o INEM. Para o Ministério Público, não mostraram emoção e ignoraram os gritos aflitivos da filha, bem sabendo que a água escaldante, o vinho e o sal causariam dores intensas à bebé. Emanuel Mário está na cadeia; a mulher ficou sujeita a pulseira eletrónica.

http://www.cmjornal.xl.pt/

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