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domingo, 2 de março de 2014

NÃO É QUE EU SEJA UM ESPECIAL ADEPTO DE CERTAS PRAXES ACADÉMICAS QUE POR AI INVADIRAM O DOMÍNIO PÚBLICO, ALIÁS NADA TENDO DE ACADÉMICAS, MAS ALGO DE BESTIALIDADE.

NÃO É QUE EU SEJA UM ESPECIAL ADEPTO DE CERTAS PRAXES ACADÉMICAS QUE POR AI INVADIRAM O DOMÍNIO PÚBLICO, ALIÁS NADA TENDO DE ACADÉMICAS, MAS ALGO DE BESTIALIDADE.

MAS ESTE ESPECTÁCULO QUE OS TELESPECTADORES EMBRUTECIDOS E ALIENADOS CONSOMEM COM RISO ALVAR, FORNECIDO PELA TVI, SOB O TÍTULO DE “CASA DOS SEGREDOS”, É BEM MAIS GROTESCO, ORDINÁRIO E BRUTAL QUE QUALQUER PRAXE, POR MUITO ESTÚPIDA QUE ELA SEJA.

A COMUNICAÇÃO SOCIAL ESTÁ DOENTE! CAROS COMPATRIOTAS.

ESTÁ MESMO MUITO DOENTE, POIS OS SEUS JORNALISTAS PERDERAM O SENTIDO CRÍTICO E O MAIS LEVE SENTIDO DE JUSTIÇA, SENÃO PROGRAMAS DESTES SOFRIAM UMA TÃO FORTE CHACOTA QUE NÃO PASSARIAM DA PRIMEIRA APRESENTAÇÃO.

É MESMO MUITO TRISTE QUE ISTO SE PASSE NO NOSSO PORTUGAL, MERECÍAMOS OUTRA COMUNICAÇÃO SOCIAL! OU NÃO?

JOÃO SEQUEIRA


MAIS UM EPISÓDIO DA "PRAXE", OU NÃO...

VALE A PENA LER.

O episódio que a seguir vou relatar ocorreu recentemente, perante os meus olhos incrédulos, sem que eu pudesse fazer alguma coisa para o contrariar:

Era Inverno. Lá fora, próximo da meia-noite, o frio era óbvio, sendo que as temperaturas deviam rondar os 9ºC. Já tinha, inclusive, chovido bastante.

Dentro de casa, três indivíduos (1 rapaz e 2 raparigas), expectantes e nervosos, estavam perante o dilema de saber que aquela poderia ser a sua última noite naquele local.

De súbito, imperiosa, ouve-se uma voz que, sem apelo, nem agravo, lhes coloca o seguinte desafio: Mergulhar numa piscina e retirar todas as bolas que se encontravam no seu fundo, tudo num curto espaço de tempo. Aquele que encontrasse a bola premiada seria contemplado com a possibilidade de continuar e, quiçá, ser o grande vencedor, os outros dois seriam castigados com a sua expulsão.

Sem hesitar, os três indivíduos levantam-se, despem todas as suas roupas, ficando apenas de soutien e cuecas e saem para o exterior, alinhando junto à borda duma piscina.

A tremer, de frio e de nervosismo, uma das candidatas resolve desistir. Não tem coragem, não se quer atirar para dentro da água gelada. Recua e, em lágrimas, veste um roupão.

Rapidamente e autoritariamente, a tal voz volta a surgir e, sem mostrar a cara, insiste para que a candidata continue na prova.r

A candidata chora, mas face às insistências e com o nervoso do desconhecido, volta a despir-se e a alinhar junto à piscina.

À contagem daquela voz, os três candidatos lançam-se em mergulho na piscina para cumprirem a prova. Passado cerca de um longo e gélido minuto, os candidatos saem da água enregelados, sendo que um deles (uma das raparigas) não tinha ainda completado a prova. Face a essa evidência a voz volta a ordenar que se atire novamente para aquela água e que complete a sua prova.

A tremer de frio e de olhar vago e perdido, a candidata volta a mergulhar e a muito custo consegue terminar a prova, sendo retirada da água com a ajuda dos seus colegas.

A prova termina. Uma candidata vence. Os outros dois são expulsos naquela mesma noite.

Não, isto não se passou numa sessão de Praxe.

Isto ocorreu na terça-feira à noite, em direto, num programa do canal aberto TVI, perante cerca de um milhão de telespetadores. Os candidatos eram concorrentes de um programa chamado “Casa dos Segredos – Desafio Final 2”.

Contaram-me que recentemente, nesse mesmo programa, os concorrentes foram sujeitos a, de olhos vendados, colocarem a mão num recipiente cheio de baratas, bem como, a comerem um prato cheio de grilos/gafanhotos fritos. Tudo sob pena de serem expulsos de um programa de televisão e em troca de mais uns minutos de fama.

Infelizmente, sobre isto a TVI não perdeu um único minuto do seu jornal da noite a comentar as atrocidades destas práticas televisivas, nem submeteu a debate juízes, professores e dirigentes associativos.

Como é que se pode compreender que um canal de televisão tenha a audácia de, em menos de 30 minutos, discorrer tudo sobre os “males” e “violências” da Praxe e, ao mesmo tempo, seja ela própria capaz de, nos seus programas, sujeitar os seus concorrentes a práticas que nem o mais vil dos praxistas seria capaz de se lembrar.

Esta é a televisão que temos e é bom que, neste e noutros temas, sejamos capazes de saber separar o trigo do joio, a informação da charlatice e a seriedade da ignorância.

Nuno Amen


Nuno Amen <https://www.facebook.com/nuno.amen.3?hc_location=stream> TVI <https://www.facebook.com/tvitelevisaoindependente?ref=stream&hc_location=stream>

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