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domingo, 2 de março de 2014

A campanha começa mal Rangel destacou a ausência do cabeça de lista do PS no congresso dos socialistas europeusA escolha de Paulo Rangel para cabeça de lista da coligação fazia crer que a campanha eleitoral poderia ter alguma profundidade e substância, nomeadamente no debate sobre a Europa, de quem hoje Portugal depende mais do que de qualquer governo do país.

A campanha começa mal


Rangel destacou a ausência do cabeça de lista do PS no congresso dos socialistas europeusA escolha de Paulo Rangel para cabeça de lista da coligação fazia crer que a campanha eleitoral poderia ter alguma profundidade e substância, nomeadamente no debate sobre a Europa, de quem hoje Portugal depende mais do que de qualquer  governo do país. É certo que havia alguma más lembranças da campanha anterior de Rangel nomeadamente a célebre “asfixia democrática” inventada por ele que, por ironia, viria a ser praticada na perfeição pelo seu correlegionário Miguel Relvas.
Depois soube-se que Nuno Melo, embora em 4.º lugar na lista, é efectivamente o n.º 2  e aquele que disputará a Rangel os melhores soundbites contra o PS e contra Seguro. Nuno Melo é um político ambicioso e demagogo, as suas prestações semanais na Antena 1, têm mostrado um político populista, à semelhança de Portas, e quererá usar a campanha eleitoral para mostrar serviço ao seu chefe e ao seu partido. Rangel será contaminado pelo estilo populista  de Nuno Melo e será tentado a  ultrapassá-lo nos ataques ao PS.
Esta estratégia dos dois líderes da lista da coligação ficou bem patente nos seus discursos deste sábado, qual deles o mais  demagógico, ao tentarem desfocar a discussão do papel de Portugal e do actual governo na Europa, centrando os ataques na liderança do PS.
Vendo bem, percebe-se a estratégia. Paulo Rangel tem pouco a ver com Passos Coelho e o seu governo. Foi aliás seu opositor na campanha para a liderança do partido e, como bem escreve hoje Pacheco Pereira no Público, em questões europeias Rangel “no PPE ele alinha com o europeísmo mais extremo, onde até agora o próprio PSD era muito mais moderado (…)” . E sobre o CDS, Pacheco também não poupa nas palavras: “o CDS engole tudo que se lhe põe no prato, é interessante ver como este partido, recentemente convertido à “eurocalmaria”, pode fazer parte de uma lista encabeçada por um “euro-extremista”.
Sob pena de incoerência, Rangel não quererá comprometer o seu futuro político fazendo uma campanha de defesa do governo e da sua política europeia, uma política de obediência à troika, sem dignidade nem inteligência. Daí que apontar ao PS é  a maneira mais fácil de não falar do PSD nem do governo.
Quanto a Nuno Melo nem precisa de mais nada: basta-lhe bater a tecla da “bancarrota” e usar os soundbites que Portas lhe vai ensinando.
Vai ser difícil a Francisco Assis lidar com esta dupla de “atiradores”. A sua pouca vocação para a demagogia vai deixá-lo a falar sozinho.


vaievem.wordpress.com

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