Se há que calar... não calemos!
É uma prática tão antiga quanto as constipações. Quando se quer brilhar e não se tem uma ideia original para o fazer... “aproveita-se” uma ideia de alguém e, na pior das hipóteses, faz-se crer que foi nossa.
Felizmente não tenho lata para tanto (hoje, pelo menos). Numa recente visita ao “O Castendo” do António Vilarigues, vi um link para esta canção dos chilenos Inti Illimani... e logo ali decidi surripiar-lha.
Tenho como atenuante a verdadeira paixão pela música chilena de intervenção que faziam - e fazem – os Inti Illimanie os Quilapayun, a que fazia o Víctor Jara... e tantos outros. Cantei essas canções até à exaustão... de quem me ouviu, suponho, já que até hoje não me cansei ainda de as ouvir e cantar.
A canção de hoje, “La segunda independencia”, é uma das mais luminosas faixas do extraordinário disco de 1973, “Viva Chile”. É uma canção dedicada a todos os países “de Centro América y Sur” que ousam bater o pé aos vizinhos do norte... e bem sabemos como isso continua a ser tão necessário para os povos desses países. A nós também não faria mal nenhum, diga-se!
Não tinha decidido publicar esta canção já hoje, mas o almoço de ontem (a propósito do 5º aniversário do blog “Cravo de Abril”), na histórica terra do Couço, com os amigos e amigas com quem tive a honra de o partilhar e com os relatos (vividos) das décadas de dignidade que aquela gente tem, corajosamente, demonstrado... não me deixam grande alternativa de escolha.
“Si hay que callar
no callemos,
pongámonos a cantar
Y se hay que peliar,
peliemos
si es el modo de triunfar”
Bom domingo!
“La segunda independencia” – Inti Illimani
(Rubén Lenna)

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