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sábado, 16 de novembro de 2019

José de Castro e o desconcerto do mundo




VÍDEO

Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.
São palavras ditas por José de Castro em 1972, retiradas de uma edição do Ministério da Educação Nacional - Instituto de Meios Audio-Visuais de Educação, e que pode ouvir na totalidade aqui.

José de Castro nasce em Paço de Arcos, no dia 16 de Novembro de 1931 e Morre no dia 6 de Outubro de 1977, com 46 anos de idade. Militante do PCP é, desde a sua morte, lembrado em romagem ao seu memorial, na vila que o viu nascer. 
Amanhã lá estarei, não apenas para o homenagear mas para me juntar ao protesto. 

ROMAGEM EM HOMENAGEM A JOSÉ DE CASTRO
SÁBADO DIA 16, 10H00, JUNTO AO MONUMENTO EM SUA MEMÓRIA

No próximo sábado irá acontecer uma romagem. Não será mais uma. Irá ser, além da merecida e reconhecida homenagem, o assinalar de um protesto. Protesto por um projecto sempre adiado: o da construção do Centro Cultural José de Castro.

Já o tinha sido quando em 1998, Rui Sintra, nas páginas do jornal A Voz de Paço de Arcos escrevia:
(…) encontra-se já concluído um estudo prévio para a criação do Centro Cultural José de Castro, um espaço que ocupará as antigas instalações do Externato 1°. De Maio, em Paço de Arcos, e cuja maqueta esteve em exposição no Clube Desportivo de Paço de Arcos(…). Com um investimento municipal calculado em perto de 170 mil contos, prevê-se que o Centro Cultural José de Castro esteja pronto em meados do ano 2000, (…)
Este texto foi lido na integra, mas depois de insistente e repetido pedido de Rogério Pereira (CDU), numa sessão da Assembleia da União das Freguesias de Oeiras, Paço de Arcos e Caxias em 17 de Abril de 2017, realizada no Salão Nobre do Clube Desportivo de Paço de Arcos, não por acaso.

Nesta Assembleia, Rui Capão (da CDU) trouxe à memória (transcrição da acta)
(…) a promessa da construção deste Auditório já tem mais de vinte anos, surgiu num pacote de um conjunto de auditórios, que foram construídos todos eles e com os nomes que na altura tinham já sido atribuídos e paradoxalmente, este auditório ficou de fora, no sentido que nunca foi construído tendo inclusive, sido feitas posteriormente a compra por parte da Câmara, do cinema do Alto da Barra, para o transformar em Auditório Maestro César Batalha,(..) numa publicação que a Câmara distribuiu aos deputados municipais, sobre vinte e cinco anos de projetos especiais, consta lá o projeto do auditório José de Castro, completo e por outro lado, já em dois mil e treze tinha sido atribuído uma verba para a sua construção, na ordem dos dois milhões e quinhentos mil euros, (…) Surgiram posteriormente e de alguns tempos a esta parte, algumas vozes defendendo que o melhor era mudar o sítio, era fazer noutro local e sobre isso eu tenho uma opinião muito clara, é assim, vamos assumir claramente o que é que nós pretendemos, se não queremos construir o auditório, então digam-nos de uma vez por todas e claramente, não se inventem álibis, nesta altura do campeonato, estar a mudar o local que implica aquisição da Câmara de um terreno inclusive, é privado e que não pertence ainda à Câmara, implicará naturalmente, um novo projeto, isto é atirar para daqui a trinta anos ou quarenta, teoricamente a construção do auditório, isto é, é não o fazer, a nossa posição é que deve ser feito e a construção, deve ser iniciada este ano. ---- estávamos, então, em Abril de 2017
Em Novembro de 2018, já eleito novo executivo, na romagem então feita, o Presidente da Câmara anuncia que é desta vez, só que vai mudar de lugar. Irá ser nas instalações do antigo Quartel dos Bombeiros de Paço de Arcos e assume, público compromisso, de se tudo correr bem, no ano seguinte estaria a ser inaugurado.

Agora, mais concretamente no sábado passado, dia 9, o Presidente da Câmara, não comparecendo manda anunciar, que tudo correu mal, mas... para o ano é que vais ser.

 Na iniciativa da Voz de Paço de Arcos, foram muitos os amigos de José de Castro e os edis presentes, a ouvirem a notícia, cujo crédito (ou falta dele) está patente no silêncio e na omissão que a autarquia votou ao evento e às palavras do Vereador Pedro Patacho.

No site da CMO e nas redes sociais nem uma imagem, nem uma palavra pelo que se infere que o que não se documenta ou retrata se aconteceu será coisa de pouca monta.

Assim, mesmo que “alguma coisa” venha ser edificada fica a interrogação de se terá a dignidade merecida. E fica, também, a interrogação de ser o equipamento que a cultura de Oeiras carece e precisa.

Texto de Rogério Pereira
Eleito da CDU na AF da UFOPAC


conversavinagrada.blogspot.com

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