por Manlio Dinucci [*]
Portanto, se a Ucrânia entrar oficialmente na NATO, os 29 outros membros da Aliança, com base no artigo 5º, deverão “assistir a parte atacada empreendendo a ação considerada necessária, incluindo o uso de força armada” . Por outras palavras, deveriam entrar em guerra contra a Rússia. Mas eis que Andriy Parubiy, nas vestes de presidente do parlamento ucraniano (cargo lhe foi conferido graças aos seus méritos democráticos em abril de 2016), foi recebido em 5 de junho em Montecitorio pela presidente da Câmara, Laura Boldrini. " A Itália – salientou a presidente Boldrini – sempre condenou esta ação ilegal, operada em prejuízo de uma parte do território ucraniano”. Com isto ela aprovou a versão da NATO segundo a qual a Rússia teria ilegalmente anexado a Crimeia, ignorando o facto de que a escolha dos russos da Crimeia em romperem com a Ucrânia e retornarem à Rússia foi tomada para evitar serem atacados, como os russos do Donbass, por batalhões de neonazis e outras forças de Kiev. A cordial entrevista concluiu-se pela assinatura de um memorando de entendimento que "fortalece a ulterior cooperação parlamentar entre as duas assembleias, quer no plano político quer no plano administrativo". Reforça-se assim a cooperação entre a República italiana, nascida da resistência contra o nazi-fascismo e um regime que criou na Ucrânia uma situação similar àquela que trouxe o advento do fascismo nos anos vinte e o nazismo nos anos trinta. O batalhão Azov, cuja marca nazista está representada no seu emblema decalcado do das SS Das Reich, foi entretanto incorporado na Guarda Nacional, transformando-se numa unidade militar regular e promovido ao estatuto de regimento de operações especiais. Nesta condição está equipado com veículos blindados e peças de artilharia. Com outras formações neonazis transformadas em unidades regulares, recebem treino dado por instrutores da 173ª Divisão Aerotransportada dos EUA, transferidos de Vicenza para a Ucrânia, secundados por outros instrutores da NATO. A Ucrânia de Kiev tornou-se no "viveiro" do nazismo renascente no coração da Europa. A Kiev confluem neonazis de toda a Europa, incluindo da Itália. Depois de terem sido treinados e experimentados em ações militares contra os russos da Ucrânia no Donbass, fazem-nos voltar aos seus países. Além disto a NATO considera ter necessidade rejuvenescer as fileiras da Gladio .
VÍDEO
[*] Jornalista, colabora em Il Manifesto O original encontra-se em Il Manifesto (o título em italiano, "È Nato il neonazismo in Europa", contem um jogo de palavras pois Nato também significa "nascido") e a versão em francês em www.legrandsoir.info/le-neonazisme-en-europe-est-otan-il-manifesto.html Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . |
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
É Nato o neonazismo na Europa
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