Era um dos principais arguidos do caso Monte Branco.
Canas tinha uma Casa de Câmbio na Rua do Ouro, na Baixa lisboeta, a Montenegro Chaves. O estabelecimento serviu de fachada para ocultar a saída de milhões de euros que tinham como destino contas na Suíça, escapando ao Fisco português.
Francisco Canas funcionava como intermediário do gestor suíço Michel Canals, também arguido no processo Monte Branco. Na investigação, apurou-se que Francisco Canas depositava avultadas somas entregues por Canals BPN de Portugal e de Cabo Verde, de onde seguiam para a Suíça. A investigação revelou um gigantesco esquema de branqueamento de capitais, em que Canas era figura de proa.
Detido durante a investigação, passou cerca de dois anos em prisão domiciliária, até ser libertado, em 2013.
O empresário esteve também no caso do Fundo Homeland, em que Duarte Lima foi condenado a 10 anos de prisão por burla qualificada e branqueamento de capitais. Neste processo, Canas foi condenado a uma pena de prisão de quatro anos.
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