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domingo, 6 de outubro de 2019

Narcisismo: do mito à realidade… O mito de Narciso



Após a leitura do Mito de Narciso, você deve ter observado que as características nele relatadas estão presentes na sua vida. Sim, estão presente em nossas vidas! Porém, às vezes elas se tornam predominantes, quando por algum motivo passamos a solicitar atenção e cuidados especiais!

transtorno da personalidade narcisista apresenta um padrão difuso de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia que surge no in´cio da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes critérios (DSM-5; APA, 2014, p. 669):

  1. Tem uma sensação grandiosa da própria importância (p. ex., exagera conquistas e talentos, espera ser reconhecido como superior sem que tenha as conquistas correspondentes).
  2. É preocupado com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal.
  3. Acredita ser “especial” e único e que pode ser somente compreendido por, ou associado a, outras pessoas ( ou instituições) especiais ou com condição elevada.
  4. Demanda admiração excessiva.
  5. Apresenta um sentimento de possuir direitos (espera receber tratamento especial e obediência automática às suas expectativas).
  6. É explorador em relações interpessoais (tira vantagem de outros para atingir os próprios fins).
  7. Carece de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e as necessidades dos outros.
  8. É frequentemente invejoso em relação aos outros ou acredita que os outros o invejam
  9. Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolentes.

O indivíduo narcisista se preocupa exageradamente com aparência, monitorando e observando os pequenos detalhes constantemente.
Qualquer defeito, sinal ou marca acaba recebendo uma intensa valorização, muitas vezes levando a procedimentos médicos e/ou correções cirúrgicas.
Está sempre buscando aprovação e elogios e apresenta uma necessidade exagerada de ser admirado e amado. Quando não atinge isso, sente-se muito infeliz e inferior. Portanto, oscila de um sentimento de superioridade para outro de acentuada inferioridade.
Com relação a empatia, tem pouca capacidade para perceber os outros, sendo assim, pode ter uma superfície charmosa e envolvente, mas se revelar como frios e insensíveis.
Indivíduos com esse transtorno acabam estabelecendo preferencialmente relações que lhes proporcionem algum benefício; idealizam as pessoas capazes de lhes dar algo e depreciam as demais, sendo que essas últimas  podem ter sido seus ídolos em outra época – o que lhes confere uma característica parasitária.
Além disso, não se contentam com o que recebem, permanecendo insatisfeitos e queixosos com os mais próximos.
Por mais que sejam dependentes dos elogios e da admiração dos outros, na realidade não conseguem formar uma verdadeira dependência, o que acaba por trazer dificuldade no estabelecimento da relação terapêutica.
A sensação de engrandecimento da autoestima desses indivíduos não se deve às conquistas pessoais, mas sim, é decorrente de uma intensa desvalorização, rejeição e abandono dos objetos (o que nos faz lembrar o mito de Narciso). O indivíduo precisa da presença de objetos para poder rechaça-lo e demonstrar que não necessita dele, e é sobre a base dessa rejeição que o narcisismo se estrutura.
O quadro da personalidade narcisista engloba um conjunto que inclui os casos mais leves, nos quais o paciente se encontra aparentemente bem, apenas com sintomas de uma sensação de vazio ou de depressão; os intermediários, nos quais a sintomatologia narcisista é mais evidente; e os mais graves, em que sintomas da linha borderline se mesclam com os de linha narcísica.

Referência:


American Psychiatric Association. DSM-5. (2014) Manual diagnóstico e estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artmed.
ELZIRIK, C. L., AGUIAR, R. W., SCHESTATSKY, S. S. Psicoterapia de orientação analítica: fundamentos teóricos e clínicos. Porto Alegre: Artmed, 2005.

psicascaveldotcom.wordpress.com

LEIA ABAIXO O MITO DE NARCISO

O Mito de Narciso


Narciso é um personagem da mitologia grega, filho do deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope.
Ele representa um forte símbolo da vaidade. Sendo um dos personagens mitológicos mais citados nas áreas da psicologia, filosofia, letras de música, artes plásticas e literatura.

Resumo do Mito

O Mito de Narciso
Gyula Benczúr, Narciso (1881)
Representação de Narciso pelo pintor italiano Caravaggio

Segunda a lenda, Narciso nasceu na região grega da Boécia. Ele era muito belo e quando nasceu um dos oráculos, chamado Tirésias, disse que Narciso seria muito atraente e que teria uma vida bem longa. Entretanto, ele não deveria admirar sua beleza, ou melhor, ver seu rosto, uma vez que isso amaldiçoaria sua vida
Além de ter uma beleza estonteante, a qual despertava a atenção de muitas pessoas (homens e mulheres), Narciso era arrogante e orgulhoso. E, ao invés de se apaixonar por outras pessoas que o admiravam, ele ficou apaixonado por sua própria imagem, ao vê-la refletida num lago.

Narciso e Eco

Narciso e Eco
John William Waterhouse, Eco e Narciso (1903)
A bela ninfa Eco esteve perdidamente apaixonada por Narciso, no entanto, seu amor nunca foi correspondido, posto que Narciso ficou atraído por sua própria imagem.

A Flor de Narciso

Com o excessivo amor por si próprio e sobre menosprezar a ninfa Eco, ela lançou um feitiço sobre Narciso, que ficou definhando até morrer no leito do rio. Com sua morte, o belo jovem foi transformado em flor.

Narcisismo

Na psicologia, o narcisismo é o nome dado a um conceito desenvolvido por Sigmund Freud que determina o amor exacerbado de um indivíduo por si próprio e, sobretudo, por sua imagem.
O nome do transtorno de personalidade, está associado ao mito de narciso uma vez que recupera sua essência egoísta de sobrevalorização de si. Ou seja, nos estudos da psicologia a pessoa narcisista preocupa-se excessivamente com si próprio e com sua imagem.
Essa vaidade descontrolada e admiração excessiva por si próprio pode gerar outros problemas no indivíduo, que geralmente necessita ser admirado e não admite que sua presença passe despercebida em determinado grupo.

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