Chamavam-lhe madre vá lá saber-se porquê.
Foi uma criatura destituída das mais elementares ferramentas da fertilização e do amor físico, possuía no seu lugar uma ligação directa ao cérebro apocalíptico, que a mobilizou toda a vida para o prazer ilimitado que tinha pela miséria e o sofrimento dos pobres.
Amiga incondicional dos ricos e poderosos deste mundo, as suas clínicas eram locais imundos onde o sofrimento dos miseráveis chegava a limites inauditos. A indivíduos com cancros dolorosamente terminais, esta bicha fanática da teologia da dor, dizia-lhes: «sabes que esta terrível dor é o beijo de Jesus?» ou determinava, celestialmente, que a Sida é uma “justa retribuição pela inapropriada conduta sexual”.
Esta assassina amiga de papas proibia as suas monjas de dar medicamentos para o tratamento dos enfermos, porque garantia que «deus ama os débeis e os ignorantes».
Este anjo bélico para a manutenção ética do espírito dos pobres, ao contrário do que lhes infligia pela palavra e os actos, quando a sua vida perigava, era a clínicas famosas que recorria, ora na Califórnia, ora em Roma.
Possuidora de milhões e milhões de dólares, entregues ao Vaticano após a sua morte, não tem sido permitido avaliar a fortuna imensa que juntou ao mesmo tempo que recusava os cuidados paliativos a milhares de desgraçados.
Diz-se que terá ido para o céu, razão poderosa para dele eu me afastar. Claro, se eu não fosse marxista

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