Nesse mesmo mês, um homem de Telengana foi assassinado por uma multidão enquanto atravessava uma horta de noite. Outro homem foi linchado nesse estado quando visitava uma aldeia para ver seus familiares. Em Bangalore, um homem que acabara de mudar à cidade foi amarrado com uma corda e fustigado até a morte com tacos de cricket. Em Hyderabad, uma transexual foi linchada por rumores que a indicavam como responsável por traficar crianças.
O caso dos dois homens do carro preto aconteceu na sexta-feira passada ao nordeste de país. 16 pessoas foram presas após a divulgação do vídeo da surra, em que um dos homens suplica por sua vida. Um dos detentos foi acusado de publicar notícias falsas no WhatsApp pela polícia.

O estado que ficou o carro das vítimas
Segundo a BBC, a onda de rumores falsos que se originaram no aplicativo foram alimentados por um vídeo que mostrava o suposto sequestro de um menino. Dois homens em uma motocicleta se aproximam de um grupo de meninos, agarram um e fogem. O episódio mostrado no vídeo nem sequer ocorre na Índia: é uma cena extraída de um filme para conscientizar crianças no Paquistão que foi editada para passar por real. No vídeo original, um dos falsos sequestradores mostra um cartaz no final da cena que explica tudo.
As autoridades estão tendo sérios problemas para desacreditar este tipo de mensagens, especialmente em WhatsApp: uma caixa preta utilizada por 200 milhões de pessoas na Índia. Vários estados lançaram campanhas de sensibilização e advertências do tipo "não criem rumores", mas vigiar as mensagens e vídeos distribuídos na app para controlar a histeria coletiva demonstrou ser um trabalho complicado.
As autoridades estão tendo sérios problemas para desacreditar este tipo de mensagens, especialmente em WhatsApp: uma caixa preta utilizada por 200 milhões de pessoas na Índia. Vários estados lançaram campanhas de sensibilização e advertências do tipo "não criem rumores", mas vigiar as mensagens e vídeos distribuídos na app para controlar a histeria coletiva demonstrou ser um trabalho complicado.
Fonte: Indian Express
www.mdig.com.br

Sem comentários:
Enviar um comentário