
A palavra bacalhau vem do latim baccalaureu.
Na Espanha, é chamado de bacalao; na França, de cabillaud, no Reino Unido de codfish e na Dinamarca de torsk.
A verdade é que não existe apenas uma, mas diversas espécies de bacalhau. O bacalhau que nós conhecemos é do tipo Gadus morhua, também conhecido como cod ou bacalhau do Porto.
Apesar de ser chamado de bacalhau do Porto, esse tipo de peixe praticamente não existe na costa portuguesa – e muito menos no Porto.
Então, qual a origem da expressão bacalhau do Porto? O peixe é, na verdade, pescado nas águas frias da Noruega e, depois de salgado, transportado para Portugal. O Porto é um importante centro de comércio de bacalhau.
Todos sabem que o consumo de bacalhau é maior na Páscoa, os portugueses, que seguem as regras da Igreja Católica não comem carnes “quentes” (as carnes vermelhas) durante os dias santificados como a Sexta-feira Santa.
A cidade de Aalesund, no Norte da Noruega, vive quase que exclusivamente da pesca do bacalhau.
O primeiro povo a consumir e comercializar o bacalhau salgado foi o basco. Antes, ele era apenas deixado para secar ao sol, o que não garantia uma longa durabilidade à carne.
Por preservar as propriedades do peixe fresco durante meses, o bacalhau era posto em stock e usado como refeição nos navios portugueses que cruzaram os mares na época das grandes navegações.
Cem gramas de bacalhau contém 38 gramas de proteína, 1 grama de gordura, 60 miligramas de cálcio, 1,6 miligramas de ferro e 40 gramas de água, além de vitaminas do complexo B.
O bacalhau é um peixe de crescimento rápido e vida longa e pode viver mais de 20 anos e pesar 50 quilos.
A Noruega está tentando preservar e manter os stocks de bacalhau. Mesmo assim, entidades ambientais preveem que, em virtude do largo consumo, esse tipo de peixe pode desaparecer em poucos anos.
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