Três razões para o terrorismo islâmico na Europa: 1- Quem semeia ventos, colhe tempestades
1. Não seria crível que estados com largos milhões de população urbana e com acesso a todos os instrumentos da modernidade, como o são os do Médio Oriente, assistissem impunemente ao cataclismo que foi levado às suas sociedades organizadas -- a destruição, a morte, o caos --, em nome duma mentira obscena a ocultar a cupidez mais alarve, sem que houvesse reacção olho por olho, dente por dente.
Que os radicais islâmicos, com cumplicidades várias, entre as quais sobressaem as de países do Golfo Pérsico, queiram a todo o custo dar-nos, a nós ocidentais, a provar do nosso próprio veneno, é algo sobre o qual não podemos ter ilusões.
Repito-me. Primeiros responsáveis: o gabinete de criminosos liderado por George W. Bush, o cúmplice nojento Blair. Nem nomeio o palhaço espanhol e o inenarrável português. Semearam os ventos da tempestade que estamos agora a colher. Há outros responsáveis: o déspota Assad, passando agora de ditador a chefe de facção no mosaico sírio e objectivamente nosso aliado. (Os inimigos dos nossos inimigos, nossos amigos (até ver) são).
É a puta da vidinha.
1. Não seria crível que estados com largos milhões de população urbana e com acesso a todos os instrumentos da modernidade, como o são os do Médio Oriente, assistissem impunemente ao cataclismo que foi levado às suas sociedades organizadas -- a destruição, a morte, o caos --, em nome duma mentira obscena a ocultar a cupidez mais alarve, sem que houvesse reacção olho por olho, dente por dente.
Que os radicais islâmicos, com cumplicidades várias, entre as quais sobressaem as de países do Golfo Pérsico, queiram a todo o custo dar-nos, a nós ocidentais, a provar do nosso próprio veneno, é algo sobre o qual não podemos ter ilusões.
Repito-me. Primeiros responsáveis: o gabinete de criminosos liderado por George W. Bush, o cúmplice nojento Blair. Nem nomeio o palhaço espanhol e o inenarrável português. Semearam os ventos da tempestade que estamos agora a colher. Há outros responsáveis: o déspota Assad, passando agora de ditador a chefe de facção no mosaico sírio e objectivamente nosso aliado. (Os inimigos dos nossos inimigos, nossos amigos (até ver) são).
É a puta da vidinha.
Três razões para o terrorismo islâmico na Europa: 2 - A rejeição dupla
Nos séculos XVI e XVII, nos tempos das guerras de religião em França, chacinavam-se os opositores. O conflito que opôs católicos a protestantes foi sangrento e prolongado. Como nos dias de hoje, não graças a Deus, mas à Revolução Francesa, tais práticas não são aceites, o país terá de lidar com essa realidade incómoda que é a de ter milhões de muçulmanos, entre os quais uma percentagem -- pequena, em termos relativos; mas de dimensão preocupante, em números absolutos -- que aderiu ou pode potencialmente aderir ao jiadismo.
Não será por acaso que boa parte destes operacionais pertencem ao lumpen social, são jovens delinquentes, pequenos traficantes. Para além das desestruturações familiares que são um problema em todas as sociedades modernas, independentemente do desemprego que atinge os jovens, acresce a dificuldade suplementar de estes indivíduos que dão pelos nomes de Mohamed ou de Abdalah rejeitarem a sociedade que os rejeita. São indivíduos desesperados, pasto verde e fresco para o terrorismo.
Não será por acaso que boa parte destes operacionais pertencem ao lumpen social, são jovens delinquentes, pequenos traficantes. Para além das desestruturações familiares que são um problema em todas as sociedades modernas, independentemente do desemprego que atinge os jovens, acresce a dificuldade suplementar de estes indivíduos que dão pelos nomes de Mohamed ou de Abdalah rejeitarem a sociedade que os rejeita. São indivíduos desesperados, pasto verde e fresco para o terrorismo.
A resolução deste problema, se for atacado de frente e já, é para uma ou duas gerações. O laxismo do estado, o oportunismo de muitos políticos locais que cedem às pretensões dos fundamentalistas a troco de votos, vai ter de acabar. A França vai ter, por isso, de optar entre políticas racionais, esclarecidas e corajosas por um lado; ou então escolhe a Frente Nacional, e aí haverá uma reactualização das guerras de religião do século XVI, em que todos sairão derrotados.
continua
abencerragem.blogspot.pt
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