AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PCP admite “significativas diferenças” nas reuniões com PS


Editorial do Avante! intitulado "Podem contar com o PCP" reafirma legitimidade do PS para formar Governo.
NUNO FERREIRA SANTOS
Se tem havido parcas declarações de Jerónimo de Sousa ou de outros responsáveis do PCP sobre as actuais negociações entre comunistas e socialistas, o editorial do jornal Avante! vem esta quinta-feira admitir a existência de “significativas diferenças” entre os dois partidos que têm estado presentes nas reuniões, e fala num “esforço de exame das possibilidades de soluções políticas”.Mesmo que, depois de tal esforço, não seja possível os dois partidos chegarem a um compromisso, nem tudo terá sido em vão. “O que dizemos é que, não sendo possível a convergência para uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, nada obsta a que o PS tome a iniciativa de formar governo e entrar em funções”, lê-se no texto do jornal dirigido por Manuel Rodrigues, membro da Comissão Política do PCP.
A ideia tem sido repetida à exaustão pelos comunistas desde que, na noite das eleições, Jerónimo de Sousa defendeu publicamente que era António Costa quem tinha todas as condições para formar Governo e não Pedro Passos Coelho.
“O PCP reafirma que há uma maioria de deputados que constituem condição bastante para a formação de um governo de iniciativa do PS, que permite a apresentação do programa, a sua entrada em funções e a adopção de uma política que assegure uma solução duradoura”, vinca ainda o Avante! no editorial intitulado “Podem contar com o PCP”. E cita o discurso de Jerónimo de Sousa num comício, no Porto, há dias, para avisar que o PCP “não abdicou nem abdica de lutar por uma política que responda de facto aos direitos dos trabalhadores e do povo”.
O editorial do Avante! considera também “inaceitável” o que designa como “operação em curso que visa marginalizar o PCP enquanto força de alternativa”, ao mesmo tempo que condena que possa ser questionada a legitimidade do partido de poder integrar uma solução de Governo – ou pelo menos um compromisso parlamentar. No texto, criticam-se também os que fazem ressurgir o “anticomunismo” só porque se sentem “incomodados com o crescente prestígio, influência social e reforço” do partido.
Num artigo de opinião publicado na mesma edição do Avante!, Albano Nunes, membro do secretariado do Comité Central, refere-se a esta atitude como “ódio de classe” em relação ao PCP e afirma que há até quem “reclame a ilegalização dos comunistas”. Uma atitude exagerada, já que actualmente se está apenas perante um “simples diálogo para examinar possibilidades de entendimentos com objectivos ainda limitados”, descreve o dirigente comunista.
O que o leva a questionar o que fariam os críticos do partido se se estivesse perante a “eminência da alternativa patriótica e de esquerda” de o PCP conduzir – ou determinar – os destinos do país.

www.publico.pt

Sem comentários: