Líder do PSD interveio na comissão política do partido.
Pouco depois de ser anunciada a sua indigitação para primeiro-ministro, Passos Coelho deixou uma mensagem à comissão política do PSD: quer construir um Governo forte e para quatro anos.Na reunião de quinta-feira à noite, na sede do PSD, o líder dos sociais-democratas alertou para os perigos de uma aliança à esquerda, nomeadamente para a credibilidade e para a recuperação económica do país. E quis deixar bem claro que o ónus de derrubar o Governo por si liderado fica para o PS e para António Costa. Os sociais-democratas parecem apostados agora em exigir saber publicamente as condições de governabilidade à esquerda.
A intervenção de Passos Coelho perante os sociais-democratas decorreu depois da comunicação de Cavaco Silva ao país em que afastou a possibilidade de uma solução governativa liderada pelo PS – por não constituir uma alternativa consistente –, mas aconteceu ainda antes de ser conhecida a posição do secretário-geral do PS de avançar com uma moção de rejeição ao programa do Governo PSD/CDS. Ao que o PÚBLICO apurou, a coligação PSD/CDS está preparar a formação do Governo, mas sem pressas.
Já esta sexta-feira, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, voltou a insurgir-se contra “algumas operações” que estão em marcha, “apesar do voto e contra o voto” dos portugueses, que escolheram a coligação para governar. “Dizer que é uma perda de tempo a indigitação de Passos Coelho é um argumento totalitário”, afirmou Portas, depois de uma reunião com os deputados centristas, no Parlamento.
O ainda líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, quer ver “em cima da mesa” as propostas alternativas ao programa de Governo da coligação. “É obrigação dos restantes grupos parlamentares, e serão julgados normalmente pelo povo por isso, também apresentar as suas soluções. Até agora, só vi rejeições”, afirmou.
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