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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

AS CHOCANTES EXPERIÊNCIAS NA PRISÃO DE STANFORD

Em 1971, Philip Zimbardo, professor de Psicologia da Universidade de Stanford, desenhou um polêmico experimento. Ele queria entender o que induzia as pessoas a serem seduzidas por atitudes violentas, bem como suas justificativas psicológicas. Zimbardo achava que a linha que todos nós gostamos de traçar entre nós, pessoas boas, e os outros, pessoas malvadas, não era assim tão inflexível e sólida como insistimos em pensar. Mais tarde ele chamou a este impulso que fortuitamente nos impele a cruzar esse tênue limiar de Efeito Lúcifer.


O experimento da prisão de Stanford
No experimento social, um grupo de jovens universitários apresentou-se como voluntário para interpretar durante duas semanas o papel de presos ou de carcereiros, com o objetivo de avaliar como pode influir em nosso comportamento adotar um determinado papel. Eram os anos 70, e a maioria deles, bons garotos hippies cheios de ideais, que lutavam contra um sistema que consideravam cruel e que tinha por norma abusar do mais fraco.

Se pudessem escolher a grande maioria preferia ser preso a carcereiro. As figuras de autoridade como policiais e vigilantes de prisões eram diametralmente opostas aos que eles defendiam.
O experimento da prisão de Stanford
Zimbardo nunca imaginou que um experimento realizado no sótão de uma famosa universidade, onde os participantes eram jovens saudáveis, tanto a nível físico como intelectual, tivesse que ser interrompido poucos dias depois para conter a tremenda crueldade com a qual alguns dos estudantes (que adotaram o papel de carcereiros) estavam tratando seus colegas. 

Há que se levar em conta que os papéis foram repartidos através de um sorteio de cara e coroa. Todos sabiam que não era real, não eram presos perigosos, tão apenas colegas de classe, alguns inclusive amigos, que a casualidade colocou no papel de presos.

Sobre o experimento em questão Zimbardo disse mais tarde:

- "Se a pessoa usa uma máscara o tempo suficiente, ela perde a identidade e se transforma na máscara".
O experimento da prisão de Stanford
Ao finalizar de maneira precipitada o experimento, todos foram entrevistados:
  • Os presos disseram que em poucos dias já não recordavam que eram estudantes e que não tinham por que se submeterem ou se sentirem culpados. Apenas eram um número, nada restava da pessoa que dias antes achou bacana em participar do que parecia um inocente jogo de personagens.
  • Os carcereiros assustaram-se ao ver no que tinham se tornado. Nunca acharam que fossem capazes de dar rédeas soltas a comportamentos tão sádicos (despiram os presos, amarraram os pés, deram banho de água gelada, humilharam, insultaram, cobriram suas cabeças com sacos...)
  • O próprio Zimbardo, ao ver as imagens, assustou-se ao se dar conta de que se tinha se transformado no diretor da prisão, passeando orgulhosamente erguido, com as mãos entrelaçadas às costas, com o mesmo gesto altivo que tantas vezes vimos em personagens que se consideram superiores ao restante.
Por sorte, ele convidou uma amiga para ver o experimento, como forma de ter uma segunda opinião e ela começou a chorar horrorizada pelo que estava acontecendo a esses jovens, e foi quando Zimbardo percebeu o que estava acontecendo e interrompeu o experimento, semanas antes do que tinha programado.
O experimento da prisão de Stanford
Tudo isto ocorreu em apenas cinco dias, no sótão de uma universidade, agora tentem imaginar o que não deve acontecer pelo mundo afora com pessoas que assumem um cargo de autoridade sem estarem preparadas para tal.

Desde meu ponto de vista, o herói é aquele que podendo ser cruel decide se comportar de maneira bondosa.


VÍDEO




http://www.mdig.com.br

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