QUERELAS DA ESQUERDA E DA ESQUERDINHA
(extractos de um texto do filósofo André Vltchek)
É realmente uma vergonha, e cansativo, mas na verdade não há nada de novo: na actual desordem entre os inúmeros "progressistas"' e intelectuais "semi-esquerda", publicações, movimentos e partidos políticos do ocidente.
Cobardia, egos enfatuados, falta de disciplina e mesquinhez intelectual são muitas vezes culpados, mas isto não é tudo.
(…) "As massas", aquelas proverbiais "massas oprimidas", ultimamente têm votado e eleito vários populistas semi-fascistas, demagogos de direita sem desculpas e pró-oligarcas estúpidos.
(…) A esquerda europeia traiu, já nos anos 80 do século passado (…) Deixou de ser revolucionária; no essencial cessou toda a actividade revolucionária e abandonou o elemento central de qualquer verdadeira identidade de esquerda – o internacionalismo.
(…) A esquerda do ocidente também falhou em se referir honestamente à História global, em particular ao papel que a Europa e América do Norte tem desempenhado. Muitos dos chamados pensadores "progressistas" ocidentais, no fundamental, adoptaram as interpretações da retórica imperialista e revanchista de vários acontecimentos históricos essenciais, tornando-se portanto eles próprios "anti-comunistas".
(…) A Revolução não é um mar de rosas, disse-o Fidel. Defender o país contra invasões estrangeiras brutais não é uma coisa gentil: é extremamente confuso e sangrento.


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