AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

FAZIA-LHE BEM UM ORGASMO ! - O patriarca Clemente e a castidade


(Por Carlos Esperança, 09/02/2018)
D. Manuel José Macário do Nascimento Cardeal Clemente [nome canónico] é bispo da diocese de Lisboa, coadjuvado por três bispos auxiliares, e o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, pelo que as palavras deste bípede paramentado, comprometem a totalidade da Igreja católica portuguesa. Não é seguramente tão dotado quanto os seus antecessores, mas para ser tão reacionário é preciso recuar ao cardeal Cerejeira.
São-me indiferentes os sacramentos que a Igreja católica reserva aos crentes ou ao seu rateio, mas não sou alheio à hipocrisia de quem liderou os interesses eclesiásticos na chantagem ao Governo, na defesa de subsídios públicos para as escolas privadas.
O purpurado a quem o PR em volúpia pia beija o anelão, sem respeito pelas funções que exerce, pôs o país a rir. Foi talvez a única coisa boa que já fez, capaz de unir ateus e crentes, agnósticos e devotos da concorrência, céticos e ingénuos, num festival de riso.
Segundo ele, a Igreja deve propor aos católicos recasados uma “vida em continência”, ou seja, sem a prática de relações sexuais. A recomendação, expressa num documento canónico, é um paradoxo na Igreja que atribui ao casamento, como função primordial, a prossecução da espécie. E não se vê, sem inseminação artificial, prática que abomina, como é possível a reprodução enjeitando o método tradicional e o mais popular.
Se o ilustre purpurado tivesse amado uma só vez, o que não me atrevo a admitir, talvez fosse mais compreensivo com a prática que execra e, quem sabe, em vez de a condenar, a praticasse.
Um casamento sem relações sexuais é como o voo de um crocodilo, que, se acaso voa, voa muito baixinho. O Sr. Manuel Clemente, perdoe-me Eminência, não passa de um veículo litúrgico em rota de colisão com a vida. Pode ser uma glória para a Igreja, mas é uma nódoa no prémio Pessoa.
Fazia-lhe bem um orgasmo. Pode crer, homem de fé.

estatuadesal.com

Sem comentários: