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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Dezenas de díderes religiosos presos e acusados de trabalho escravo no Brasil

As autoridades brasileiras prenderam 22 líderes de um grupo religioso suspeito de tráfico de pessoas e também de obrigar membros da sua congregação a trabalhar em condições análogas à escravidão.
Um comunicado do Ministério do Trabalho do Brasil divulgado hoje informa que as prisões fazem parte de uma operação chamada Canaã, iniciada em 2013.
Nesta nova fase, as autoridades investigaram a documentação dos trabalhadores explorados pela seita religiosa Igreja Cristã Traduzindo o Verbo, antes chamada de "Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca".
O número total de vítimas ainda não foi contabilizado, mas o órgão do Governo brasileiro informou que os líderes da seita convenciam os membros a doar todos os seus pertences ao grupo e a viver em comunidades onde tudo era compartilhado.
Segundo o Ministério do Trabalho brasileiro, os membros da seita trabalham longas horas todos os dias, sem pagamento, em fazendas e negócios da igreja, enquanto os líderes acumulavam o capital obtido pelo trabalho dos fiéis.
As autoridades brasileiras disseram que encontraram trabalhadores em condições análogas a escravidão durante incursões em São Paulo, Minas Gerais e Bahia na última terça-feira, quando as prisões foram feitas.
Os 22 líderes da seita foram presos preventivamente e, segundo a polícia federal do Brasil, se forem condenados podem ter penas de até 42 anos de prisão.

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