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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Atirador que matou 17 em escola treinou com grupo extremista branco
























Atirador que matou 17 em escola treinou com grupo extremista branco

Ataque em colégio da Flórida foi o 8º em uma escola americana este ano, mas é a primeira vez que pode haver uma ligação com supremacistas; FBI ainda não confirmou informação















PARKLAND, ESTADOS UNIDOS - O atirador Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, na Flórida, era membro do grupo supremacista branco República da Flórida e participou de treinamento paramilitar com a organização em novembro, em Tallahassee, no norte do Estado. A informação foi dada nesta quinta-feira, dia 15, pelo próprio líder do grupo, Jordan Jereb. O FBI não confirmou a ligação.
O ataque a tiros no colégio Marjory Stoneman Douglas, na quarta-feira, foi o 8.º em uma escola americana este ano – quase um atentado por semana, segundo o Washington Post. Embora ainda não confirmada oficialmente, esta poderia ser a primeira vez que há uma ligação de um atirador com uma milícia nacionalista branca. 



Atirador da Flórida
Nikolas Cruz foi acusado de 17 homicídios após o ataque na escola de Flórida  Foto: Broward County Sheriff / REUTERS
Jereb reconheceu nesta quinta-feira, dia 15, que “Cruz foi recrutado” pelo grupo, mas que “agiu por sua conta e é o único responsável pelo que fez”. O grupo, de acordo com o líder, luta para “transformar a Flórida em um Estado branco”. No site da organização há posts sobre “como espancar um antifascista” e “como abater um comunista solitário”. Há também os dez mandamentos de um militante, entre os quais “lealdade eterna ao República da Flórida”, “à raça branca” e “desejo de entrar em combate”. Em um post sobre “itens essenciais”, o primeiro é um kit de primeiros socorros, o segundo, uma arma, de preferência “uma de bom calibre”.

Sinais de alerta. Nesta quinta-feira, dia 15, o youtuber americano Ben Bennight disse que apresentou uma denúncia ao FBI em setembro de 2017 por um comentário feito por um jovem com o mesmo nome do responsável pelo massacre na Flórida. No comentário, o usuários “nikolas cruz” dizia que se tornaria um “atirador profissional contra escolas”. Em comunicado, o FBI reconheceu que foi alertado, que os agentes realizaram uma “revisão em bases de dados e outras checagens, mas não foram capazes de identificar a pessoa que publicou o comentário”.
Havia outros sinais indicando que Cruz poderia cometer um ataque como o de quarta-feira. Ele apresentava problemas psicológicos e comportamento violento desde que seu pai adotivo, Roger Cruz, morreu, em 2010. Ele e a mulher, Lynda, tinham adotado Cruz e seu irmão biológico, Zachary. Depois da morte do pai, Nikolas Cruz se tornou problemático. Segundo vizinhos, várias vezes a polícia foi chamada para impedir agressões cometidas por ele. Em razão de episódios de violência, ele foi expulso do colégio.
O prefeito do condado de Broward, Beam Furr, disse à CNN que Cruz havia recebido tratamento em uma clínica de saúde mental por um tempo, mas que deixou de frequentar o local havia mais de um ano. “Nós tentamos cuidar deles, mas, neste caso, não encontramos maneira de lidar com a situação”, afirmou. Fora do radar dos serviços de assistência social, Cruz passou a usar a internet para aprender sobre armas e entrar em contato com grupos extremistas

VÍDEO





Em novembro, Lynda Cruz, de 68 anos, morreu de pneumonia. Cruz e o irmão foram morar com amigos. Meses antes, ele comprou legalmente um fuzil AR-15 em uma loja de Broward. Na Flórida, maiores de 18 anos sem ficha criminal podem comprar armas. Foi com a AR-15 que ele matou 17 pessoas. Cruz está preso e foi acusado nesta quinta-feira, dia 15, de 17 homicídios premeditados. Ele pode ser condenado à morte. 






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Atirador da Flórida é problemático e fã de armas



Nesta quinta-feira, dia 15, em seu primeiro pronunciamento depois do ataque, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país precisa mudar seu comportamento em relação ao tratamento de saúde mental. “Estamos empenhados em trabalhar com líderes estaduais e locais para ajudar a proteger nossas escolas e enfrentar a difícil questão da saúde mental.” No entanto, em nenhum momento, Trump mencionou o controle sobre a venda e o porte de armas nos EUA. 


/ W.POST, NYT e AP


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