O caso do extraordinário aumento salarial dos três gestores da Autoridade Nacional de Aviação Civil poderá ter sido ainda mais grave do que se pensara. Pertencendo ao órgão regulador da aviação em Portugal, o aval destes gestores foi determinante para a aprovação da venda da TAP ao consórcio Atlantic Gateway. O aumento dos três gestores quase triplicou o seu salário e foi efectivado já na época em que Passos Coelho liderava o Governo de gestão, após a coligação PàF ter sido derrubada na Assembleia da República. Além do aumento dos gestores ter sido feito à pressa, foi também feito em segredo, pois só agora foi divulgado, apesar da lei estipular que aumentos salariais desta natureza devem ser publicados de imediato em Diário da República. Como se isso não bastasse para levantar sérias suspeitas sobre a idoneidade dos gestores em causa, sabe-se agora que os mesmos foram nomeados directamente por Passos Coelho, mas não tiveram a aprovação da CReSAP, que apontou falta de formação para os cargos e conflitos de interesses que os gestores teriam entre empresas onde trabalharam, que eram reguladas pela ANAC, e a própria ANAC, para onde foram trabalhar. Apesar das dúvidas da CReSAP, Passos Coelho insistiu e os gestores ganharam, de facto, o cargo.
O caso está agora a ser investigado e poderá ter repercussões no negócio da venda da TAP, que várias vezes foi denunciado pela associação Não TAP os olhos devido a reiteradas inconformidades com a lei.
O caso está agora a ser investigado e poderá ter repercussões no negócio da venda da TAP, que várias vezes foi denunciado pela associação Não TAP os olhos devido a reiteradas inconformidades com a lei.

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