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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Câmara de Madrid derruba sem aviso monumentos a Franco
paulozgomes@negocios.pt | 02 Fevereiro 2016A autarquia da
capital espanhola invoca a Lei de Memória Histórica para retirar
símbolos do anterior regime. Em cerca de uma semana, serão uma dezena a
desaparecer das ruas de Madrid.
Sem
avisar. Foi assim que o executivo municipal de Madrid liderado por
Manuela Carmena (eleita por Ahora Madrid, formação liderada pelo Podemos
e Ganemos Madrid) derrubou nos últimos dias alguns dos "monumentos
franquistas" que ainda restam na capital espanhola, 40 anos depois da
queda da ditadura e no cumprimento da Lei da Memória Histórica.
A
história é contada esta terça-feira pelo jornal El País, que refere que
só no dia de ontem a comissão de património da câmara madrilena
eliminou a coluna no bairro dos Jerónimos que comemorava os combatentes
voluntários franquistas, bem como uma lápide a José García Vara,
militante da Falange Espanhola.
Já na sexta-feira foi retirada a
lápide que lembrava um fuzilamento de oito religiosas no cemitério de
Carabanchel e para os próximos dias está prevista a remoção de mais
cinco marcos, dois dos quais em homenagem a José Calvo Sotelo, ministro
das Finanças na ditadura de Primo de Rivera morto em Julho de 1936.
A
eliminação de nomes de ruas que celebram o franquismo foi decidida em
Dezembro passado pela autarquia por proposta do PSOE e o objectivo é
mudar até ao verão a denominação de pelo menos 30 artérias da cidade.
Mas
os socialistas na Câmara mostraram-se "perplexos" pela demolição sem
aviso da coluna que celebra os combatentes: "Não se podem tirar os
monumentos, gostemos deles ou não, desta maneira. A escolha das placas,
esculturas ou conjuntos a eliminar deve passar pela Comissão de Cultura
da Câmara", disse Mar Espinar, porta-voz socialista para a área da
Cultura. "Apagar as coisas que reflectem a história de um ou do outro
lado parece-me uma barbaridade", disse por outro lado ao El País Antonio
Morcillo, do Grupo de Estudos da Frente de Madrid. A Lei da Memória Histórica foi aprovada em Dezembro de 2007 e
prevê a abertura de "uma nova etapa na reparação e reconhecimento das
vítimas da guerra civil e do franquismo". O diploma prevê a retirada de
"escudos, insígnias, placas e outros objectos comemorativos da
sublevação militar, da Guerra Civil e da la Ditadura" de Franco,
deixando como "únicas excepções" os "símbolos protegidos pela lei por
razões artísticas, arquitectónicas ou artístico-religiosas".
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