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domingo, 22 de novembro de 2015

REFLEXÕES LENTAS


Vamos lá  ver…  
É de estranhar todo este ódio incontido, toda esta visível incapacidade de coexistir com a verdade e com uma democracia que se aproxime, na prática, da concretização dos conceitos e direitos proclamados como próprios dos homens dos seres humanos (todos, sem discriminações), à vida, à saúde, ao conhecimento, nas condições em que é possível o acesso, no tempo que cada um vive? 
Todo este ambiente, aqui, pelos cant(ic)os do nosso rectangulozinho, resulta de uma “direita” ressabiada e por causa de uma dita “esquerda”, que apenas tem usado o nome de socialista e que se estaria a descentrar?
Não. Se fosse só isso, a tal “direita” adaptar-se-ia bem, embora com manifestações de descontentamento, ameaças, ralhetes e alguns safanões. E faria, até, algumas correcções, reconhecendo que teria sido excessiva, no sentido de manter no unicentro (uni-seio como unicórnio…) o “socialismo democrático” – a igualdade e a liberdade burguesmente condicionadas, que têm a dimensão individual do cidadão e não reconhece áreas de prática que sejam colectivas, de grupo, de classe, onde possam correr riscos a liberdade individual aquela propriedade que permita explorar outros cidadãos, colectivos, grupos, classe.
A questão está na extensão desse descentrar para a esquerda poder ir até essas áreas em que (e por que) alguns lutam com objectivos de longo prazo, de contribuir para transformar o mundo, que aqueles não esquecem na luta pela necessária, indispensável melhoria (ou estancamento da pioria) das condições de vida das gentes, hoje e amanhã. A questão está em o descentramento, e não só um aparente e controlado escorregar, só ser possível com a “autorização” desses tais. Dos que estiveram, estão e estarão na luta pela democracia e pela liberdade não condicionadas, a não ser pela consideração de todos como iguais nas suas diferenças, ou de todos diferentes na comum igualdade social.
Por outras paragens recuperam-se, com algumas dificuldades e enormes sacrifícios, as “concentrações” por ausências e esperas incoerentes de quem luta pelas transformações, por outras ainda, e de maneiras suas, se estará caminhando com passos certos e combatidos. É, sempre, a questão do tempo. Porque classes há e a luta entre elas continua, mesmo onde só é surda e/ou larvar.    




Via: anónimo séc. xxi http://ift.tt/1YnDgXQ

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