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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Não há razão nenhuma razão para as exigências de Cavaco Silva"

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, considera que esta segunda-feira o chefe de Estado "deu mais um passo na degradação da situação política".


“50 depois das eleições”, quase "15 dias após a rejeição” do Governo de Passos Coelho, o Presidente da República “deu hoje mais um passo na degradação da situação política”, comentou o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, sustentando que o chefe de Estado apostou numa "nova tentativa" de "procurar subverter a Constituição" com um "novo pretexto na linha da obstaculização institucional da solução governativa existente".
"O PCP reafirma que esta nova tentativa de Cavaco Silva para procurar subverter a Constituição da República terá, da parte dos trabalhadores e do povo, a resposta democrática que lhe corresponda", garantiu o líder comunista, sublinhando que o chefe de Estado "assume assim todas as responsabilidades e consequências políticas e institucionais por decisões que contribuam para degradar a situação nacional e promover o afrontamento entre órgãos de soberania".
Esta posição é, na opinião de Jerónimo de Sousa, "uma nova e derradeira tentativa de Cavaco Silva para salvar a maioria PSD/CDS e criar um novo pretexto na linha da obstaculização institucional da solução governativa existente".
Até porque, reforçou, "não há nenhuma razão para que o Presidente, perante a inequívoca e pública afirmação de quatro partidos que dispõem da maioria dos deputados na Assembleia, venha exigir condições e garantias que, manifestamente, não só não exigiu como sabia não existirem para impor a indigitação de Passos Coelho e a formação de um Governo PSD/CDS, cuja garantia de durabilidade ficou à vista com a sua previsível rejeição pela Assembleia, que se concretizou 11 dias após a sua nomeação".
Foi assim que numa curta declaração aos jornalistas, na sede nacional comunista em Lisboa, Jerónimo respondeu ao pedido do Presidente da República no sentido de o líder socialista, António Costa, desenvolver "esforços tendo em vista apresentar uma solução governativa estável, duradoura e credível" e a clarificação de questões que considera omissas nos acordos subscritos pela esquerda parlamentar.

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