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terça-feira, 24 de novembro de 2015

"Cavacabou-se" ou o "mais longo engano da política portuguesa"


No artigo de opinião intitulado 'Cavacabou-se', no Jornal de Notícias, a deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, teceu duras críticas ao Presidente da República.

Global Imagens
Cavaco é "um dos maiores responsáveis pelo trágico percurso da economia portuguesa", começa por afirmar Mariana Mortágua.
Para a bloquista, "o percurso político de Cavaco explica por que lhe é tão difícil aceitar a democracia. Passos e Portas não seriam, idealmente, os seus interlocutores preferidos, é certo, mas é da sobrevivência do projeto da Direita que falamos. O que interessa a este Presidente da República não é a Constituição, ou a estabilidade do país, é a continuação de uma governação que não ponha em causa a estratégia da austeridade como um instrumento para eternização do seu sonho de Direita". 
Mariana Mortágua refere ainda que a exigência de compromissos formais que Cavaco Silva fez ao PS será a última coisa a ser feita como Presidente. "Não podia, por isso, haver pior fim para a longa carreira política do Presidente da República do que ser ele próprio o mestre de cerimónias do enterro da austeridade. Estou no entanto certa de que é isso que fará. Não por convicção, mas por ausência de alternativas", explica. 
"Cavaco sabe hoje, como sabia no início deste processo, qual será o desfecho do impasse. A lista de exigências que fez a António Costa não passa de um airoso recuo face ao inevitável. Será a última decisão de Cavaco, não sei se o maior, mas certamente o mais longo engano da vida política portuguesa", remata.

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