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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

OS FOTÓGRAFOS Á LA MINUTE OU LAMBE LAMBE

FOTÓGRAFOS À LA MINUTA


Fotos retiradas da net








. Entre os profissionais que os ramos frondosos da árvore abrigavam estava o “fotógrafo de rua”, profissão que hoje desapareceu de todo, com o advento das máquinas digitais e telemóveis que dão para tudo.
Todos os dias lá estava a sua máquina com tripé, com fotos a cobri-la, e aquele pano preto longo, que me fascinava em miúdo, porque imaginava tudo o que lá pudesse haver dentro sem conseguir ter qualquer certeza; No chão, o balde, a corda com as molas onde secavam as fotos e um lençol branco esticado numa espécie artesanal de estirador num canto, onde estava pendurada a gravata e o casaco, indispensáveis para que qualquer um fosse fotografado a rigor. Um caixote de sabão, cadeirinha e um espelho completavam o quadro que eternamente me fascina, hoje como uma saudade distante. A mafumeira já foi há muito ano deitada abaixo; o fotógrafo também se transferiu para outra mafumeira que ficava no que é hoje o Largo da Independência, e que também foi destruída para dar lugar à que hoje é a Av. Ho-Chi-Min. Com ela desapareceu o homem que metia a cabeça no pano preto e com a mão fazia de sinaleiro para a melhor posição do fotografado.

recordacoescasamarela.blogspot.pt






















Lá minuta









Ao passar hoje por Vila Vede,
reparei numa máquina fotográfica à lá minuta,
estrategicamente colocada no largo principal da vila,
à caça de potenciais clientes.
Foi então que conheci o Sr. António Gomes,
famoso fotógrafo lá prós lados da Sr.ª da Peneda,
com estabelecimento aí montado.
Depois de alguma conversa e a troco de 5 Euros mais uns trocos,
resultou no que estas fotografias documentam,
uma foto à moda antiga.
Interessante a forma como se processa, tudo está dentro da caixa,
máquina fotografica, ampliador e líquidos.
É impressionante como as coisas mudaram,
de qualquer maneira não substituem a arte do Sr. António,
homem de 76 anos com mais de 63 dedicados à fotografia,
quer trabalhar só até aos 80, depois é para rebentar com o dinheiro, (disse ele).
Surpreendeu-me o espírito deste homem.
Ficamos amigos.


mafecahe.blogspot.pt








Zé Retratista já não atende clientes em casa mas ainda frequenta algumas romarias onde tira fotografias "a la minuta" a preto e branco com a máquina de fole na barraca às riscas azuis e brancas, onde coloca uma tela de fundo com uma paisagem.
dolethes.blogspot.pt



“Saudade pela Ausência: Fotógrafos Lambe-lambe no Parque da Luz” reúne 45 postais -além de dez ampliações- da coleção do pesquisador Rubens Fernandes Jr., feitos no então jardim (hoje parque) da Luz entre 1915 e 1935 pelos lambe-lambes, como eram chamados os fotógrafos ambulantes.
projetotransite.com.br



O fotógrafo lambe-lambe (português brasileiro) ou fotógrafo à la minuta (português europeu), é um fotógrafo ambulante que exerce a sua atividade nos espaços públicos como jardins, praças, feiras. Presente a partir do século XIX nos espaços públicos, teve um papel importante na popularização da fotografia. Existem diferentes explicações para a origem do termo. A mais comum, é a de que sa lambia a placa de vidro para saber qual era o lado da emulsão ou se lambia a chapa para fixá-la. Os fotógrafos ambulantes surgiram nas primeiras décadas do século XX, trabalhando em praças e parques. Eram quase sempre procurados para registrarem momentos especiais, familiares ou para tirar retratos para documentos do tipo 3x4. O equipamento fotográfico, conhecido como máquina-caixote, é revestido com couro cru, madeira ou metal e coberto na parte posterior com uma espécie de saco negro, com três aberturas: dois orifícios para os braços e um para enfiar a cabeça na hora de bater e revelar as fotografias. Além de ser utilizada para o registro fotográfico, também servia para mostruário, com as laterais cobertas de fotos. Para se obter uma fotografia convencional são essenciais o processo de revelação, fixação e lavagem. A revelação ocorre quando a película é submetida à solução alcalina capaz de transformar os sais de prata sensibilizados pela luz em prata metálica. A fixação ocorre quando a película revelada é submetida a uma solução ácida de tiossulfato de sódio, agente que em contato com um sal de prata tende a formar um tiossulfato de prata, decompondo-se rapidamente em sulfeto de prata e ácido sulfúrico. Sem a fixação a vida útil de uma fotografia fica reduzida a poucos minutos. Os tiossulfatos complexos de prata têm sabor doce; o tiossulfato de sódio é amargo; o tiossulfato de prata tem sabor metálico desagradável. A fixação consiste na formação de complexos de tiossulfato solúveis, que serão eliminados durante a lavagem da fotografia. Se a fixação tiver sido completa, os sais doces solúveis serão eliminados facilmente na lavagem. Esse processo tornará o tempo de vida útil da fotografia indeterminado. Caso contrário, os sais amargos insolúveis bem como os de sabor metálico não poderão ser eliminados. Neste caso, a vida da fotografia estará seriamente comprometida. As circunstâncias exigiam tempo mínimo de lavagem e mínima quantidade de água. Portanto, para garantir a qualidade do trabalho, eles tocavam a língua nas fotos durante a lavagem para avaliar a qualidade da fixação e da própria lavagem. Os clientes e passantes que viam aquela cena não podiam entender por que aquele homem a cada instante "lambia" as fotografias" />



"À la minute" para sempre


 Cedidas pela D Edviges, apresentamos hoje três fotografias “à la minute” dos anos vinte e trinta, tiradas na feira de Alcácer-do-Sal. Assinale-se que bastava a rua e uma cortina por trás com a inevitável floreira em madeira a servir de cenário. Para mais tarde recordar.


Apresentamos também imagens destes fotógrafos numa colagem feita a partir de fotografias recolhidas na net. Na impossibilidade de agradecer e referir todos os créditos das fotos, o nosso muito obrigado pela partilha.



memoriacomhistoria.blogspot.pt

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