Durante a Guerra do Vietname, o exército dos EUA pulverizou aproximadamente 20 milhões de litros de herbicidas em mais ou menos 5,5 milhões de hectares de área rural e selva vietnamita, uma extensão maior que o tamanho do estado da Paraíba, segundo o The New York Times. Os soldados americanos pulverizaram esses produtos químicos para expulsar os soldados vietcongues, que usavam as folhagens para se camuflar.
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O principal herbicida, apelidado de Agente Laranja, consistia de dois químicos, um dos quais foi contaminado com uma cepa tóxica de dioxina, segundo o The Times. As dioxinas são muito instáveis devido a suas características de um peróxido e, segundo a Organização Mundial da Saúde, estes compostos são "tão tóxicos" que podem provavelmente provocar o cãncer,m estão relacionados com problemas e deformações congênitos e também com uma doença grave de pele chamada cloracne.
Quase 40 anos após a Guerra do Vietname, uma estirpe particularmente nociva de dioxina ainda satura terras vietnamitas, sua vida selvagem e águas subterrâneas, garantindo com que aldeões sintam os seus efeitos por gerações. A Cruz Vermelha do Vietnã estima que o agente laranja causou pelo menos 150 mil deformações congênitas, desde o fim da Guerra do Vietname.
A renomada e genial fotógrafa Paula Bronstein viajou ao Vietname em 2011 para documentar a terceira geração de vietnamitas sofrendo os efeitos do agente laranja. Os pobres aldeões continuam a ter problemas de saúde, e orfanatos estão cheio de crianças com deficiência provocada pelo agente laranja.
Parece que nos últimos anos, missões americanas fizeram alguns esforços para limpar os locais com traços dioxina e o governo americano doou U$ 46 milhões em ajuda geral para deficientes vietnamitas. Ainda assim, alguns críticos argumentam que os EUA não fizeram o suficiente para aceitar a culpa pelos efeitos nocivos do agente laranja a longo prazo.
Quase 40 anos após a Guerra do Vietname, uma estirpe particularmente nociva de dioxina ainda satura terras vietnamitas, sua vida selvagem e águas subterrâneas, garantindo com que aldeões sintam os seus efeitos por gerações. A Cruz Vermelha do Vietnã estima que o agente laranja causou pelo menos 150 mil deformações congênitas, desde o fim da Guerra do Vietname.
A renomada e genial fotógrafa Paula Bronstein viajou ao Vietname em 2011 para documentar a terceira geração de vietnamitas sofrendo os efeitos do agente laranja. Os pobres aldeões continuam a ter problemas de saúde, e orfanatos estão cheio de crianças com deficiência provocada pelo agente laranja.
Parece que nos últimos anos, missões americanas fizeram alguns esforços para limpar os locais com traços dioxina e o governo americano doou U$ 46 milhões em ajuda geral para deficientes vietnamitas. Ainda assim, alguns críticos argumentam que os EUA não fizeram o suficiente para aceitar a culpa pelos efeitos nocivos do agente laranja a longo prazo.
Residentes deficientes do orfanato de Ba Vi vagam sobre o grande pátio posando para a câmera.
Foto: Paula Bronstein
Le Van Khanh, 38 (à esquerda) posa ao lado de sua mãe, Nguyen Thi Huyen em Cam Lo, no Vietnã. Le Van nasceu surdo, deficiente mental com pernas deformados, ele usa cadeira de rodas a maior parte do tempo e sua mãe idosa não consegue lidar fisicamente com o problema do filho. Dona Nguyen perdeu dois filhos, e recebe uma pequena ajuda de custo do governo.
Foto: Paula Bronstein
Nguyen Xuan Minh, 4 anos, em um berço no Hospital Tu Du, em Ho Chi Minh. Ele nasceu deformado em decorrência dos efeitos do agente laranja, e foi abandonado pelos pais.
Foto: Paula Bronstein
Le Thi Mit alimenta seu filho Nguyen Van Choui, 26, em sua casa em Cam Lo, no Vietname.
Foto: Paula Bronstein
Mãe empurra carrinho com seu filho deficiente, que ela afirma sofrer os efeitos do agente laranja, enquanto pede esmola perto de um shopping.
Foto: Paula Bronstein
Filha de mãe solteira, Trong Thi Kiev, 17, que é cega, surda e tem espinha bífida, descansa em uma rede. A mãe faz o que pode todos os dias para fazer face às despesas e para se dividir entre os cuidados com a filha severamente deficiente e seu trabalho. Trong perdeu seu primeiro filho, devido a defeitos congênitos graves de dioxina.
Foto: Paula Bronstein
Órfãos deficientes são alimentados pela equipe médica no orfanato Ba Vi.
Foto: Paula Bronstein
Órfãos deficientes são banhados pela equipe médica no orfanato Ba Vi.
Foto: Paula Bronstein
Le Thi Mit ao lado de um de seus dois filhos deficientes, Nguyen VanTrong, 22, em sua casa em Cam Lo, no Vietname. Sua deficiência foi causada devido aos efeitos da dioxina. Eles vivem uma vida sem fisioterapia ou educação.
Foto: Paula Bronstein
Crianças deficientes brincam na escola especial Thanh Tam em Da Nang. A nova escola particular é dirigida por instituições de caridade católicas com a ajuda de várias organizações não-governamentais como a Children of Vietname.
Foto: Paula Bronstein
Soldados detectam munições que não explodiram e desfolhante do Agente Laranja durante o lançamento do projeto "reabilitação ambiental de contaminação por dioxina", no centro de Da Nang, em 2011.
Foto: Paula Bronstein
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