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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Em nova carta, Sócrates ironiza dizendo: «As instituições estão a funcionar»


Em nova carta, Sócrates ironiza dizendo: «As instituições estão a funcionar»

Em nova carta, Sócrates ironiza dizendo: «As instituições estão a funcionar»

O antigo primeiro-ministro José Sócrates voltou a escrever a enviar uma carta à comunicação social, desta vez remetida para o Diário de Notícias. Na missiva, não poupa críticas a personalidades às quais aponta o dedo, ironizando com a tese de que «as instituições estão a funcionar» (frase dita por Cavaco Silva). Sócrates evocou ainda a Filosofia para acrescentar que o «sistema vive da cobardia dos políticos».

Na terceira carta que escreve a partir da prisão, o recluso número 44 do Estabelecimento Prisional de Évora fala da prisão preventiva e do segredo de justiça, tecendo severas críticas à justiça e autoridades, e também aos jornalistas e políticos.
«Da prisão preventiva», escreve Sócrates, «prende-se para melhor investigar. Prende-se para humilhar, para vergar. Prende-se para extorquir, sabe-se lá que informação. Prende-se para limitar a defesa: sim, porque esta pode ‘perturbar o inquérito’».
Para o ex-primeiro-ministro, «prende-se principalmente para despersonalizar. Não, já não és um cidadão face às instituições; és um ‘recluso’ que enfrenta as ‘autoridades: a tua palavra já não vale o mesmo que a nossa». «Mais que tudo – prende-se para calar», escreve, ironizando, de seguida, com as palavras já proferidas pelo Presidente da República sobre este caso: «As instituições estão a funcionar.»
Na segunda parte da missiva, Sócrates foca-se no «segredo de justiça», condição que «só a defesa está obrigada a cumprir». De seguida, critica jornalistas, sem mencionar nomes, que «fazem o trabalho para eles».
José Sócrates aponta ainda o dedo à forma como a justiça – e mais uma vez -, a comunicação social, têm atuado: «Toma lá informação, paga-me com elogios. Dizem-lhes o que é crime conhecerem, eles compensam-nos com encómios; magnífico juiz; prestigiado procurador; polícia dedicado e competente.»

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