É nestes momentos de aflição que se vê quem são os amigos.
Os amigos de Sócrates, claro. Andavam disfarçados de isentos e patriotas para conquistarem o seu público, mas eram afinal mais uns dos que à socapa manipulam o povo, pró PS e não contra a corrupção, pelo país, pela justiça e verdade.
É nestas alturas que se vê quem são os "amigos" e quem são os isentos e verdadeiros.
Porque o momento é grave para a corrupção e radioso para a democracia, mas alguns não resistiram a mostrar de que lado estão. Porque é agora que se deixam cair as máscaras e o espírito de seita vem ao de cima.
Antes clamava-se por justiça e criticava-se a justiça, agora que ela actua, exigem que ela recue e tudo fazem para a desacreditar.
De repente está tudo preocupado com o Sócrates e não com o país? Torcem para que a justiça falhe e seja suave?
Querem saber quais as provas, exigem saber, mas também exigem que se respeite o segredo de justiça. Exigem saber porque é que houve prisão preventiva, mas depois queixam-se da violação do segredo de justiça. Criticam o juiz, a policia, o tribunal, os jornalistas, todos são criminosos repudiados que maçam o desgraçadinho do Sócrates.
Só a malta do PS é pode falar do assunto, ou os que defendem o Sócrates, todos os outros que se calem porque estão a fazer "julgamento em praça pública"?? Vale tudo para salvar o desgraçadinho.
Então e os que comentam a favor dele, como o artigo que se segue, a manipular a informação inocentando-o, também não é julgamento em praça pública? Os julgamentos tanto o são para condenar como para ilibar... mas ao que parece os defensores de Sócrates são tão cegos, que a incoerência é já o único prato do dia.
Clara Ferreira Alves no Expresso a propósito da detenção de José Sócrates:
(A azul coloquei a minha opinião/critica em relação ao que a CFA, afirma)
"A Justiça é antes de mais um código e um processo na sua fase de aplicação. Ou seja, obediência cega, essa sim cega, a um conjunto de regras que protegem os cidadãos da arbitrariedade. Do abuso de poder. Do uso excessivo da força. Essas regras têm, no seu nó central, uma ética. Toda e qualquer violação dessa ética é uma violação da Justiça. E uma negação dos princípios do Direito e da ordem jurídica que nos defendem.
Num caso de tanta gravidade como este, o da suspeita de crimes graves e detenção de um ex-primeiro-ministro do Partido Socialista, verifico imediatamente que o processo foi grosseiramente violado. Praticou-se, já, o linchamento público. Como?
(A justiça é tudo isso e já agora o que é a politica? A politica enquanto exercício de cargos públicos tem, no seu nó central, uma ética. Serve para proteger os cidadãos do abuso do poder, do saque dos impostos, da bancarrota, dos interesses que lesam o bem comum. Serve ainda para proteger o país de toda e qualquer violação dessa ética pois violar essa ética é uma violação da democracia, uma violação do estado de direito, uma violação da integridade da soberania do país, uma violação do contrato sagrado entre eleito e eleitores, uma violação dos direitos humanos, uma ameaça ao estado social e a todos os valores que alicerçam uma nação autónoma e justa.. uma traição.
Mas isso não a preocupa?
Essa ética tem sido constantemente violada de forma cobarde e descarada e isto não é uma opinião é um facto que está à vista de todos. Basta olhar para um país inteiro falido e empobrecido, para o provar, infelizmente isso não serve de prova na justiça, caso contrário poderíamos prender todos os que directa ou directamente gerem Portugal há décadas danosamente ou irresponsavelmente.
Mas isso não a preocupa?
O País está sempre falido ou em vias de, enquanto políticos e amigos enriquecem de forma inexplicável.
Mas isso não a preocupa?
Critica-se a justiça porque agora é tudo culpa da justiça? Porque não fazia... porque faz, porque não pode fazer. Mas poucos sabem que a corrupção em Portugal, tal como reconhece o presidente da TIAC, é sistémica (video em baixo),anula o poder dos organismos reguladores e legisladores, porque a corrupção em Portugal já atinge esses mesmos organismos ou está dentro deles.
Linchamento público é o que se tem feito aos portugueses que há muito foram sumariamente condenados a pagar o saque de que são vitimas e não autores, em toda a comunicação social e comunicados de políticos, se acusam os portugueses de viverem acima das suas possibilidades e agora vão ter que pagar.
Mas isso não a preocupa?)
1) Detendo o suspeito numa operação de coboiada cinemática, parecida com as de Carlos Cruz e Duarte Lima, a uma hora noturna e tardia, num aeroporto, quando não havia suspeita de fuga, pelo contrário. O suspeito chegava a Portugal. Porque não convocá-lo durante o dia para interrogatório ou levá-lo de casa para detenção?
(Uma saída discreta num carro normal ás escuras e sem acesso a ninguém só um relance de uma câmara que nada mostra, é uma coboiada? Cinemática? A uma hora tardia? Foi a policia que lhe marcou o voo e o adiou? Esta senhora sempre foi fã secreta de Sócrates e agora caiu a máscara. Condoída de pena do sr milionário? Não havia perigo de fuga? Ele adiou a viagem e vive fora do país, claro que não havia perigo de fuga. Perigo de destruir provas, algumas fontes afirmam que ainda teve tempo de pedir à empregada para ir esconder o seu computador.(!!!).)
2) Convidou-se uma cadeia de televisão a filmar o acontecimento. Inacreditável.
(Creio que o país tem direito à informação. E como é que sabe que convidaram a cadeia de TV? Pode ter sido uma fuga de informação como aquela que dizem que levou o Sócrates a adiar a viagem?Ou uma violação do segredo de justiça, ao estilo daquelas do Ferro Rodrigues)
3) Deram-se elementos que, a serem verdadeiros, deviam constar em segredo de Justiça. Deram-se a dois jornais sensacionalistas, o "Correio de Manhã" e o "Sol", que nada fizeram para apurar o que quer que seja. Nem tal trabalho judicial lhes competia. Ou seja, a Justiça cometeu o crime de violação do segredo de Justiça ou pior, de manipulação do caso, que posso legitimamente suspeitar ser manipulação política dadas as simpatias dos ditos jornais pelo regime no poder. Suspeito, apenas. Tenho esse direito.
(E se foram os jornalistas que deram a informação à justiça? Como foi no caso dos colégios privados? No caso do SIRESP? Nos casos do SNS? No caso do grupo Sanfil? E muitos outros casos que são os jornalistas que investigam e obrigam a justiça a agir ou a fingir que age? Há jornalistas assim que não se limitam a ser comentadores do que outros fazem, alguns fazem mesmo investigação a bem do país.)
4) Leio, pela mão da jornalista Felícia Cabrita, no site do "Sol", pouco passava da hora da detenção, que Sócrates (entre outros crimes graves) acumulou 20 milhões de euros ilícitos enquanto era primeiro-ministro. Alta corrupção no cargo. Milhões colocados numa conta secreta na Suíça. Uma acusação brutal que é dada como certa. Descrita como transitada em julgado. Base factual? Fontes? Cuidado no balanço das fontes, argumentos e contra-argumentos? Enunciado mínimo dos cuidados deontológicos de checking e fact-checking? Nada. Apenas "o Sol apurou junto de investigadores". O "Sol" não tem editores. Tem denúncias. Violações de segredo de Justiça. Certezas. E comenta a notícia chamando "trituradora" de dinheiro aos bolsos de Sócrates. Inacreditável.
(Ainda bem que há jornalistas de investigação, os portugueses que se preocupam com a pátria, agradecem e apoiam a 100% os jornalistas que arriscam o cargo para denunciar a corrupção. Se a srª CFA ler o artigo, a teia foi desmontada e está bem explicado o emaranhado em que os 20 milhões escondidos na conta, se ligavam a Sócrates. É incrível como ela acha intolerável a forma como Sócrates e Duarte Lima foram detidos, mas não acha intolerável o saque que foi feito ao país!)
5) Verificamos apenas, num estilo canhestro a que a biógrafa de Passos Coelho nos habituou (caso Casa Pia, entre outros) que a notícia sai como confirmada e sustentada. Se o Watergate tivesse sido assim conduzido, Nixon teria ido preso antes de se saber se era culpado ou inocente. No jornalismo, como na justiça, há um processo e uma ética. Não neste jornalismo.
(Sócrates foi detido para interrogatório e não preso antes de se saber se é culpado ou inocente, é diferente não é?)
6) Neste momento, não sei nem posso saber se Sócrates é inocente ou culpado. Até prova em contrário é inocente. In dubio pro reo. A base de todo o Direito Penal.
(Nem ela sabe nem ninguém, apenas podemos adivinhar dado os factos que nos rodeiam, o país está falido e alguns políticos e amigos, estão milionários. É somar 2+2)
7) Espero pelo processo e exijo, como cidadã, que seja cumprido à risca. Não foi, até agora. Nem neste caso nem noutros. Isto assusta-me. Como me assustou no caso Casa Pia. Esta Justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado com jornais civilizados. Isto levanta-me suspeitas legítimas sobre o processo e a Justiça, e neste caso, dada a gravidade e ataque ao regime que ele representa, a Justiça ou age perfeitamente ou não é Justiça.
(Gostava era que a CFA como cidadã exigisse também que os políticos fossem honestos "à risca". Tal como a nossa justiça é de terceiro mundo talvez a CFA não saiba que a corrupção em Portugal, é de terceiro mundo, mas isso não a indigna, quem defende politicos em vez do país, cai sempre nesta infeliz falta de isenção.)
8) Verifico a coincidência temporal com o Congresso do PS. Verifico apenas. Não suspeito. Aponto. E recordo que há pouco tempo um rumor semelhante, detenção no aeroporto à chegada de Paris, correu numa festa de embaixada onde eu estava presente. Uma história igual. Por alturas da suspeita de envolvimento de José Sócrates no caso Monte Branco. Aponto a coincidência. Há um comunicado da Procuradoria a negar a ligação deste caso ao caso Monte Branco. A Justiça desmente as suas violações do segredo de Justiça. Aponto.
(A teoria de perseguição de que foi calculada a detenção no dia de tomada de posse do António Costa é ridícula, foi Sócrates que marcou o voo e foi ele que o adiou 2 dias, a policia estava à espera dele, 2 dias antes, ele é que adiou a viagem, se foi calculado, foi pelo Sócrates.)
9) E não, repito, não gosto de José Sócrates. Nem desgosto. Sou indiferente à personagem e, penso, a personagem não tem por mim a menor simpatia depois da entrevista que lhe fiz no Expresso há um ano. Não nos cumprimentamos. Não sou amiga nem admiradora. É bizarro ter de fazer este ponto deslocado e sentimental mas sei donde e como partem as acusações de "socratismo" em Portugal.
(Não me parece muito coerente, já várias vezes no seu programa, acorreu em defesa de Sócrates, onde não aparentou isenção, nada como parecer isento para ter mais audiência, esquerda, direita e centro)
10) As minhas dúvidas são as de uma cidadã que leu com atenção os livros de Direito. E que, por isso mesmo, acha que a única coisa que a Justiça tem a fazer é dar uma conferência de imprensa onde todos, jornalistas, possamos estar presentes e fazer as perguntas em vez de deixar escorregar acusações não provadas para o "Correio da Manhã" e o "Sol". E quejandos. Não confio nestes tabloides para me informarem. Exijo uma conferência de imprensa. Tenho esse direito. Vivo num Estado de Direito.
(Como jornalista também era bom que a própria mostrasse alguns trabalhos de investigação, quer saber a verdade exige a verdade exige que a informem? Mas a CFA tem poder para a procurar e estatuto para investigar a verdade, porque não o faz? Em vez de exigir a verdade aos colegas jornalistas, colabore com eles e investigue, o país agradece.)
11) Há em Portugal bom jornalismo. Compete-lhe impedir que, mais uma vez, as nossas liberdades sejam atropeladas pelo mau jornalismo e a manipulação política.
(Ora nem mais, força nisso srª Clara Ferreira Alves, investigue estes sacanas que roubam o país e ajude a que o bom jornalismo vença o mau jornalismo, com factos e não opiniões. Com trabalho no terreno e não apenas de língua.)
12) Vou seguir este processo com atenção. Muita. Ou ele é perfeito, repito, ou é a Justiça que se afundará definitivamente no justicialismo. Na vingança. No abuso de poder. Na proteção própria. O teste é maior para a Justiça porque é o teste do regime democrático. E este é mais importante que os crimes atribuídos a quem quer que seja. Não quero que um dia, como no poema falsamente atribuído a Brecht, venham por mim e não haja ninguém para falar por mim. A minha liberdade, a liberdade dos portugueses, é mais importante que o descrédito da Justiça. A Justiça reforma-se. A liberdade perde-se. E com ela a democracia. "Expresso
( Eu e muitos portugueses gostavam que a Clara Ferreira Alves em vez de seguir o processo com atenção, que ajudasse na investigação com atenção e tal como a Felicia Cabrita, trouxesse dados que inocentem ou culpem o Sócrates, não se limite a seguir, contribua para a justiça a democracia e a libertação da corrupção. Faça uma investigação como a da Felicia Cabrita, que encontrou muitos factos que a incompetência ou a corrupção poderão ou não conseguir invalidar ou aniquilar.)
O segredo de justiça que é agora reclamado a sete ventos pelo PS, foi outrora violado e desprezado pelo PS no processo casa Pia: Ferro Rodrigues: “Tou-me cagando para o segredo de Justiça” Escutas mostram o verdadeiro espírito PS?
Condenável o linchamento público.
Jamais deveria ocorrer no tal estado de direito de que a ilustre fala mas que eu, cego pela minha ignorância política nunca logrei vislumbrar. Contudo e não apenas empiricamente, sei o que é ser linchado publicamente. Senti esse hediondo acto repetidas vezes, quando até à exaustão os "reformadores da justiça" me acusaram de ter "vivido acima das minhas possibilidades" e ser responsável pelo estado calamitoso da Nação.
Pensava eu, na minha ignorância política, social e cultural que bastaria pagar o que me era exigido pelo sistema e não contrair dividas impagáveis para não viver acima das minhas possibilidades. Claramente, estava errado e os sábios portugueses do alto de Belém, S. Bento e AR, de Norte a Sul do território falaram tantas vezes no meu acto criminoso, na minha vida dispendiosa à custa do erário publico ( presumo eu, não sei como mas seguramente terá sido) como na cena positiva internacional se martelou a opinião publica com as frases "weapons of mass destruction" e "war on terror". Concordo consigo. Linchamentos públicos não.
Minha cara Sra. Clara Ferreira Alves, desejo ardentemente o mesmo que a ilustre deseja, que se faça justiça e que esta não se limite a José Sócrates mas que seja abrangente em todos os sentidos na sua acção. Não posso deixar de dizer que espero há cerca de 40 anos. Cá em baixo. No meio da minha ignorância, vivendo acima das minhas possibilidades, com as nefastas consequências para Portugal que todos nós já conhecemos. Cumprimentos, onde quer que esteja, nesse país lindo que talvez esteja perto do Rossio, com a bonita vista de uma luz ao fundo do túnel.
Os amigos de Sócrates, claro. Andavam disfarçados de isentos e patriotas para conquistarem o seu público, mas eram afinal mais uns dos que à socapa manipulam o povo, pró PS e não contra a corrupção, pelo país, pela justiça e verdade.
É nestas alturas que se vê quem são os "amigos" e quem são os isentos e verdadeiros.
Porque o momento é grave para a corrupção e radioso para a democracia, mas alguns não resistiram a mostrar de que lado estão. Porque é agora que se deixam cair as máscaras e o espírito de seita vem ao de cima.
Antes clamava-se por justiça e criticava-se a justiça, agora que ela actua, exigem que ela recue e tudo fazem para a desacreditar.
De repente está tudo preocupado com o Sócrates e não com o país? Torcem para que a justiça falhe e seja suave?
Querem saber quais as provas, exigem saber, mas também exigem que se respeite o segredo de justiça. Exigem saber porque é que houve prisão preventiva, mas depois queixam-se da violação do segredo de justiça. Criticam o juiz, a policia, o tribunal, os jornalistas, todos são criminosos repudiados que maçam o desgraçadinho do Sócrates.
Só a malta do PS é pode falar do assunto, ou os que defendem o Sócrates, todos os outros que se calem porque estão a fazer "julgamento em praça pública"?? Vale tudo para salvar o desgraçadinho.
Então e os que comentam a favor dele, como o artigo que se segue, a manipular a informação inocentando-o, também não é julgamento em praça pública? Os julgamentos tanto o são para condenar como para ilibar... mas ao que parece os defensores de Sócrates são tão cegos, que a incoerência é já o único prato do dia.
Clara Ferreira Alves no Expresso a propósito da detenção de José Sócrates:
(A azul coloquei a minha opinião/critica em relação ao que a CFA, afirma)
"A Justiça é antes de mais um código e um processo na sua fase de aplicação. Ou seja, obediência cega, essa sim cega, a um conjunto de regras que protegem os cidadãos da arbitrariedade. Do abuso de poder. Do uso excessivo da força. Essas regras têm, no seu nó central, uma ética. Toda e qualquer violação dessa ética é uma violação da Justiça. E uma negação dos princípios do Direito e da ordem jurídica que nos defendem.
Num caso de tanta gravidade como este, o da suspeita de crimes graves e detenção de um ex-primeiro-ministro do Partido Socialista, verifico imediatamente que o processo foi grosseiramente violado. Praticou-se, já, o linchamento público. Como?
(A justiça é tudo isso e já agora o que é a politica? A politica enquanto exercício de cargos públicos tem, no seu nó central, uma ética. Serve para proteger os cidadãos do abuso do poder, do saque dos impostos, da bancarrota, dos interesses que lesam o bem comum. Serve ainda para proteger o país de toda e qualquer violação dessa ética pois violar essa ética é uma violação da democracia, uma violação do estado de direito, uma violação da integridade da soberania do país, uma violação do contrato sagrado entre eleito e eleitores, uma violação dos direitos humanos, uma ameaça ao estado social e a todos os valores que alicerçam uma nação autónoma e justa.. uma traição.
Mas isso não a preocupa?
Essa ética tem sido constantemente violada de forma cobarde e descarada e isto não é uma opinião é um facto que está à vista de todos. Basta olhar para um país inteiro falido e empobrecido, para o provar, infelizmente isso não serve de prova na justiça, caso contrário poderíamos prender todos os que directa ou directamente gerem Portugal há décadas danosamente ou irresponsavelmente.
Mas isso não a preocupa?
O País está sempre falido ou em vias de, enquanto políticos e amigos enriquecem de forma inexplicável.
Mas isso não a preocupa?
Critica-se a justiça porque agora é tudo culpa da justiça? Porque não fazia... porque faz, porque não pode fazer. Mas poucos sabem que a corrupção em Portugal, tal como reconhece o presidente da TIAC, é sistémica (video em baixo),anula o poder dos organismos reguladores e legisladores, porque a corrupção em Portugal já atinge esses mesmos organismos ou está dentro deles.
Linchamento público é o que se tem feito aos portugueses que há muito foram sumariamente condenados a pagar o saque de que são vitimas e não autores, em toda a comunicação social e comunicados de políticos, se acusam os portugueses de viverem acima das suas possibilidades e agora vão ter que pagar.
Mas isso não a preocupa?)
1) Detendo o suspeito numa operação de coboiada cinemática, parecida com as de Carlos Cruz e Duarte Lima, a uma hora noturna e tardia, num aeroporto, quando não havia suspeita de fuga, pelo contrário. O suspeito chegava a Portugal. Porque não convocá-lo durante o dia para interrogatório ou levá-lo de casa para detenção?
(Uma saída discreta num carro normal ás escuras e sem acesso a ninguém só um relance de uma câmara que nada mostra, é uma coboiada? Cinemática? A uma hora tardia? Foi a policia que lhe marcou o voo e o adiou? Esta senhora sempre foi fã secreta de Sócrates e agora caiu a máscara. Condoída de pena do sr milionário? Não havia perigo de fuga? Ele adiou a viagem e vive fora do país, claro que não havia perigo de fuga. Perigo de destruir provas, algumas fontes afirmam que ainda teve tempo de pedir à empregada para ir esconder o seu computador.(!!!).)
2) Convidou-se uma cadeia de televisão a filmar o acontecimento. Inacreditável.
(Creio que o país tem direito à informação. E como é que sabe que convidaram a cadeia de TV? Pode ter sido uma fuga de informação como aquela que dizem que levou o Sócrates a adiar a viagem?Ou uma violação do segredo de justiça, ao estilo daquelas do Ferro Rodrigues)
3) Deram-se elementos que, a serem verdadeiros, deviam constar em segredo de Justiça. Deram-se a dois jornais sensacionalistas, o "Correio de Manhã" e o "Sol", que nada fizeram para apurar o que quer que seja. Nem tal trabalho judicial lhes competia. Ou seja, a Justiça cometeu o crime de violação do segredo de Justiça ou pior, de manipulação do caso, que posso legitimamente suspeitar ser manipulação política dadas as simpatias dos ditos jornais pelo regime no poder. Suspeito, apenas. Tenho esse direito.
(E se foram os jornalistas que deram a informação à justiça? Como foi no caso dos colégios privados? No caso do SIRESP? Nos casos do SNS? No caso do grupo Sanfil? E muitos outros casos que são os jornalistas que investigam e obrigam a justiça a agir ou a fingir que age? Há jornalistas assim que não se limitam a ser comentadores do que outros fazem, alguns fazem mesmo investigação a bem do país.)
4) Leio, pela mão da jornalista Felícia Cabrita, no site do "Sol", pouco passava da hora da detenção, que Sócrates (entre outros crimes graves) acumulou 20 milhões de euros ilícitos enquanto era primeiro-ministro. Alta corrupção no cargo. Milhões colocados numa conta secreta na Suíça. Uma acusação brutal que é dada como certa. Descrita como transitada em julgado. Base factual? Fontes? Cuidado no balanço das fontes, argumentos e contra-argumentos? Enunciado mínimo dos cuidados deontológicos de checking e fact-checking? Nada. Apenas "o Sol apurou junto de investigadores". O "Sol" não tem editores. Tem denúncias. Violações de segredo de Justiça. Certezas. E comenta a notícia chamando "trituradora" de dinheiro aos bolsos de Sócrates. Inacreditável.
(Ainda bem que há jornalistas de investigação, os portugueses que se preocupam com a pátria, agradecem e apoiam a 100% os jornalistas que arriscam o cargo para denunciar a corrupção. Se a srª CFA ler o artigo, a teia foi desmontada e está bem explicado o emaranhado em que os 20 milhões escondidos na conta, se ligavam a Sócrates. É incrível como ela acha intolerável a forma como Sócrates e Duarte Lima foram detidos, mas não acha intolerável o saque que foi feito ao país!)
5) Verificamos apenas, num estilo canhestro a que a biógrafa de Passos Coelho nos habituou (caso Casa Pia, entre outros) que a notícia sai como confirmada e sustentada. Se o Watergate tivesse sido assim conduzido, Nixon teria ido preso antes de se saber se era culpado ou inocente. No jornalismo, como na justiça, há um processo e uma ética. Não neste jornalismo.
(Sócrates foi detido para interrogatório e não preso antes de se saber se é culpado ou inocente, é diferente não é?)
6) Neste momento, não sei nem posso saber se Sócrates é inocente ou culpado. Até prova em contrário é inocente. In dubio pro reo. A base de todo o Direito Penal.
(Nem ela sabe nem ninguém, apenas podemos adivinhar dado os factos que nos rodeiam, o país está falido e alguns políticos e amigos, estão milionários. É somar 2+2)
7) Espero pelo processo e exijo, como cidadã, que seja cumprido à risca. Não foi, até agora. Nem neste caso nem noutros. Isto assusta-me. Como me assustou no caso Casa Pia. Esta Justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado com jornais civilizados. Isto levanta-me suspeitas legítimas sobre o processo e a Justiça, e neste caso, dada a gravidade e ataque ao regime que ele representa, a Justiça ou age perfeitamente ou não é Justiça.
(Gostava era que a CFA como cidadã exigisse também que os políticos fossem honestos "à risca". Tal como a nossa justiça é de terceiro mundo talvez a CFA não saiba que a corrupção em Portugal, é de terceiro mundo, mas isso não a indigna, quem defende politicos em vez do país, cai sempre nesta infeliz falta de isenção.)
8) Verifico a coincidência temporal com o Congresso do PS. Verifico apenas. Não suspeito. Aponto. E recordo que há pouco tempo um rumor semelhante, detenção no aeroporto à chegada de Paris, correu numa festa de embaixada onde eu estava presente. Uma história igual. Por alturas da suspeita de envolvimento de José Sócrates no caso Monte Branco. Aponto a coincidência. Há um comunicado da Procuradoria a negar a ligação deste caso ao caso Monte Branco. A Justiça desmente as suas violações do segredo de Justiça. Aponto.
(A teoria de perseguição de que foi calculada a detenção no dia de tomada de posse do António Costa é ridícula, foi Sócrates que marcou o voo e foi ele que o adiou 2 dias, a policia estava à espera dele, 2 dias antes, ele é que adiou a viagem, se foi calculado, foi pelo Sócrates.)
9) E não, repito, não gosto de José Sócrates. Nem desgosto. Sou indiferente à personagem e, penso, a personagem não tem por mim a menor simpatia depois da entrevista que lhe fiz no Expresso há um ano. Não nos cumprimentamos. Não sou amiga nem admiradora. É bizarro ter de fazer este ponto deslocado e sentimental mas sei donde e como partem as acusações de "socratismo" em Portugal.
(Não me parece muito coerente, já várias vezes no seu programa, acorreu em defesa de Sócrates, onde não aparentou isenção, nada como parecer isento para ter mais audiência, esquerda, direita e centro)
10) As minhas dúvidas são as de uma cidadã que leu com atenção os livros de Direito. E que, por isso mesmo, acha que a única coisa que a Justiça tem a fazer é dar uma conferência de imprensa onde todos, jornalistas, possamos estar presentes e fazer as perguntas em vez de deixar escorregar acusações não provadas para o "Correio da Manhã" e o "Sol". E quejandos. Não confio nestes tabloides para me informarem. Exijo uma conferência de imprensa. Tenho esse direito. Vivo num Estado de Direito.
(Como jornalista também era bom que a própria mostrasse alguns trabalhos de investigação, quer saber a verdade exige a verdade exige que a informem? Mas a CFA tem poder para a procurar e estatuto para investigar a verdade, porque não o faz? Em vez de exigir a verdade aos colegas jornalistas, colabore com eles e investigue, o país agradece.)
11) Há em Portugal bom jornalismo. Compete-lhe impedir que, mais uma vez, as nossas liberdades sejam atropeladas pelo mau jornalismo e a manipulação política.
(Ora nem mais, força nisso srª Clara Ferreira Alves, investigue estes sacanas que roubam o país e ajude a que o bom jornalismo vença o mau jornalismo, com factos e não opiniões. Com trabalho no terreno e não apenas de língua.)
12) Vou seguir este processo com atenção. Muita. Ou ele é perfeito, repito, ou é a Justiça que se afundará definitivamente no justicialismo. Na vingança. No abuso de poder. Na proteção própria. O teste é maior para a Justiça porque é o teste do regime democrático. E este é mais importante que os crimes atribuídos a quem quer que seja. Não quero que um dia, como no poema falsamente atribuído a Brecht, venham por mim e não haja ninguém para falar por mim. A minha liberdade, a liberdade dos portugueses, é mais importante que o descrédito da Justiça. A Justiça reforma-se. A liberdade perde-se. E com ela a democracia. "Expresso
( Eu e muitos portugueses gostavam que a Clara Ferreira Alves em vez de seguir o processo com atenção, que ajudasse na investigação com atenção e tal como a Felicia Cabrita, trouxesse dados que inocentem ou culpem o Sócrates, não se limite a seguir, contribua para a justiça a democracia e a libertação da corrupção. Faça uma investigação como a da Felicia Cabrita, que encontrou muitos factos que a incompetência ou a corrupção poderão ou não conseguir invalidar ou aniquilar.)
O segredo de justiça que é agora reclamado a sete ventos pelo PS, foi outrora violado e desprezado pelo PS no processo casa Pia: Ferro Rodrigues: “Tou-me cagando para o segredo de Justiça” Escutas mostram o verdadeiro espírito PS?
Condenável o linchamento público.
Jamais deveria ocorrer no tal estado de direito de que a ilustre fala mas que eu, cego pela minha ignorância política nunca logrei vislumbrar. Contudo e não apenas empiricamente, sei o que é ser linchado publicamente. Senti esse hediondo acto repetidas vezes, quando até à exaustão os "reformadores da justiça" me acusaram de ter "vivido acima das minhas possibilidades" e ser responsável pelo estado calamitoso da Nação.
Pensava eu, na minha ignorância política, social e cultural que bastaria pagar o que me era exigido pelo sistema e não contrair dividas impagáveis para não viver acima das minhas possibilidades. Claramente, estava errado e os sábios portugueses do alto de Belém, S. Bento e AR, de Norte a Sul do território falaram tantas vezes no meu acto criminoso, na minha vida dispendiosa à custa do erário publico ( presumo eu, não sei como mas seguramente terá sido) como na cena positiva internacional se martelou a opinião publica com as frases "weapons of mass destruction" e "war on terror". Concordo consigo. Linchamentos públicos não.
Minha cara Sra. Clara Ferreira Alves, desejo ardentemente o mesmo que a ilustre deseja, que se faça justiça e que esta não se limite a José Sócrates mas que seja abrangente em todos os sentidos na sua acção. Não posso deixar de dizer que espero há cerca de 40 anos. Cá em baixo. No meio da minha ignorância, vivendo acima das minhas possibilidades, com as nefastas consequências para Portugal que todos nós já conhecemos. Cumprimentos, onde quer que esteja, nesse país lindo que talvez esteja perto do Rossio, com a bonita vista de uma luz ao fundo do túnel.
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