CIA pagou 65 milhões de euros a dois psicólogos para ‘interrogar’ suspeitos
Uma empresa de dois psicólogos, alegados especialistas em "meios reforçados de interrogatório", recebeu mais de 65 milhões de euros da CIA, segundo o relatório de 500 páginas onde o Senado dos EUA acusa a agência de tortura "brutal e ineficiente" durante a era Bush.
Os dois indivíduos, já identificados pelos media como Bruce Jessen e James Mitchell, criaram a empresa em 2005 com o único objectivo de ajudar a CIA no programa de detenção e interrogatório de suspeitos de terrorismo. O relatório acrescenta que, em 2006, o valor do contrato já ascendia a 145 milhões de euros, embora apenas 65 milhões tenham sido pagos até Janeiro de 2009, quando o presidente Obama cancelou este tipo de programas.
O Senado coloca sérias dúvidas quanto à competência dos dois indivíduos. "Nenhum psicólogo tinha qualquer experiência como interrogador, nem conhecimento especializado da al-Qaeda, treino em contra-terrorismo ou qualquer conhecimento cultural ou linguístico relevante", nota o relatório. A revelação do relatório levou ontem o enviado especial da ONU para os Direitos Humanos, Ben Emmerson, a notar que "sob o direito internacional, os EUA têm a obrigação legal de levar a tribunal criminal os elementos da CIA e altos responsáveis da administração Bush que planearam e levaram a cabo" as torturas. Até ao momento ainda não houve qualquer baixa ou demissão pelas denúncias do Senado, mas o caso já tem ondas de ressonância no exterior ainda que tenham sido omitidos os países aliados.
O antigo presidente polaco, Aleksander Kwasniewski, admitiu ontem que havia uma prisão da CIA na Polónia.
O Senado coloca sérias dúvidas quanto à competência dos dois indivíduos. "Nenhum psicólogo tinha qualquer experiência como interrogador, nem conhecimento especializado da al-Qaeda, treino em contra-terrorismo ou qualquer conhecimento cultural ou linguístico relevante", nota o relatório. A revelação do relatório levou ontem o enviado especial da ONU para os Direitos Humanos, Ben Emmerson, a notar que "sob o direito internacional, os EUA têm a obrigação legal de levar a tribunal criminal os elementos da CIA e altos responsáveis da administração Bush que planearam e levaram a cabo" as torturas. Até ao momento ainda não houve qualquer baixa ou demissão pelas denúncias do Senado, mas o caso já tem ondas de ressonância no exterior ainda que tenham sido omitidos os países aliados.
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