AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Polémica estala em França: primeiro-ministro quer que Partido deixe de se chamar Socialista

Polémica estala em França: primeiro-ministro quer que Partido deixe de se chamar Socialista

Guerra aberta e total no PS francês, no poder em Paris. Esquerda socialista contesta duramente política de Manuel Valls e este contra-ataca: quer tirar a palavra socialista do nome do partido e fazer alianças com o centro.
Nos últimos dias Manuel Valls foi violentamente criticado, designadamente por Martine Aubry, ex-líder do PS em França e filha de Jacques Delors, antigo presidente da Comissão Europeia
Nos últimos dias Manuel Valls foi violentamente criticado, designadamente 
por Martine Aubry, ex-líder do PS em França e filha de Jacques Delors, antigo presidente da 
Comissão Europeia /  ERIC FEFERBERG/AFP/Getty Images


Não é a primeira vez que Manuel Valls o propõe, mas desta feita, 
porque é primeiro-ministro francês, fá-lo com mais força. 
Acossado pela ala esquerda do partido e pelo 
"movimento dos 40 deputados rebeldes" (chamados "les frondeurs") 
Valls contra-ataca: quer mudar o nome do PSF e propõe alianças 
com a direita centrista moderada para tentar
reforçar a sua atual muito frágil maioria no Parlamento.
 
Fiel à sua imagem de agitador de ideias e de iconoclasta 
admirador do trabalhista britânico Tony Blair, o 
franco-espanhol vai mais longe. Numa entrevista à nova 
fórmula da revista "Le Nouvel Observateur" (que a partir 
desta quinta-feira se chama "L'Obs"), responde aos críticos 
dizendo-se, antes de socialista, "pragmático, reformista e 
republicano".

Valls acha que mesmo a mudança do nome do partido não 
deve ser um tabu: diz que deverão ser fundados uma 
federação ou um movimento, "uma casa comum" aberta aos 
"progressistas', nos quais inclui os centristas de François 
Bayrou, antigo ministro da Educação.

Nos últimos dias, Manuel Valls foi violentamente criticado, 
designadamente por Martine Aubry, ex-líder do PS em França 
e filha de Jacques Delors, antigo presidente da Comissão 
Europeia, bem como por Benoit Hamon, seu ex-ministro da 
Educação. Além disso, 39 deputados socialistas 
abstiveram-se, esta semana, na votação do Orçamento para 
2015, por o considerarem longe das aspirações do eleitorado 
que elegeu o Presidente François Hollande, em 2012.

No Eliseu, o chefe de Estado segue esta guerra interna no 
PS com alguma impotência. Desacreditado e com sondagens 
em mínimos históricos, Hollande não tem autoridade para 
impor calma e respeito aos militantes e dirigentes. 
Esta manhã, vários chefes socialistas surgiram a criticar Valls, 
designadamente Claude Bartolone, presidente da Assembleia Nacional.

Depois destas reações negativas, Manuel Valls, garantiu: 
"Sou socialista". No entanto, a "L'Obs" desta quinta-feira publica este diálogo:
A sua esquerda é pragmática, mais do que ideológica?
Sim, é pragmática, reformista e republicana.
Não socialista?
Repito: pragmática, reformista e republicana.


 http://expresso.sapo.pt

Sem comentários: