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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ler os outros: a escola - ««Confusão!, queixavam-se os jornais online. Referiam-se ao discurso inicial de Passos Coelho, ontem no Parlamento, sobre a reposição dos salários da função pública - que seria integral em 2016, disse ele -, e que, pouco depois, o próprio primeiro-ministro modificou para uma reposição gradual de 20% a partir de 2016. Confusão coisa nenhuma!

Ler os outros: a escola


««Confusão!, queixavam-se os jornais online. Referiam-se ao discurso inicial de Passos Coelho, ontem no Parlamento, sobre a reposição dos salários da função pública - que seria integral em 2016, disse ele -, e que, pouco depois, o próprio primeiro-ministro modificou para uma reposição gradual de 20% a partir de 2016. Confusão coisa nenhuma! O que houve foi a preguiça habitual dos jornalistas que não souberam ouvir Passos Coelho. Felizmente estava lá eu. Aqui vos deixo as palavras límpidas do orador: "Senhores deputados, como ainda há pouco vos disse que repunha, desdigo agora porque não ponho. E dizendo-o, mais que digo, reitero, porque se ponho o que não punha nada mais faço do que dispor sobre o que antes não pusera. Ponho, pois. Isto é, não ponho. E sendo isto tão claro, não contraponham reticências onde exclamação pede ser posta: não só reponho como logo oponho! Reponho tudo, como eu disse às dez. E só ponho 20% (que é não pôr 80), como garanti ao meio-dia. Não é isto tão simples? Pôr e repor é um supor. Meus senhores, se há verbo que gosto é do pôr - no indicativo ("enquanto vós púnheis o voto na urna"), no conjuntivo ("quando eu puser as promessas mais falsas") e no imperativo ("põe tu as ilusões de molho") -, e, sobretudo, nesse maravilhoso pôr conjugado no porém. Ah, dizer pôr e, com porém, passar ao não pôr... Eis, senhores deputados, a essência do que para mim é ser porítico, perdão, político."» - Ferreira Fernandes, no DN.


Sobre a mesma escola: «(...) O papel da CE foi durante décadas o de garantir um espaço de igualdade entre os Estados, e tomar a iniciativa legislativa, em nome do "interesse geral da União". Ora, em 2014, quando Barroso dá o seu lugar a Juncker, a UE tornou-se uma criatura quase irreconhecível. Desde 2009, com o Tratado de Lisboa e a crise financeira, a Comissão tem perdido influência a favor do Conselho Europeu. Temos tido menos generosidade europeia e mais egoísmo dos grandes Estados. Menos igualdade e mais diretório. A iniciativa legislativa, que redundou em novos tratados intergovernamentais - o Tratado Orçamental, o Tratado do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o Tratado da União Bancária - está hoje no Conselho Europeu, dominado por Berlim. Além de querer retirar ao Banco Central Europeu de Mario Draghi o mérito de ter afastado [até ver] a zona euro do abismo iminente, Barroso confunde as novas competências da CE com mais poder, quando na verdade essas competências consagram a submissão instrumental da Comissão Europeia face ao guião do Conselho e respetivo diretório. Juncker herdou uma Comissão Europeia enfraquecida, sem luz própria, numa União disfuncional e cada vez mais labiríntica. Os europeus precisam de esperança positiva para vencer a crise. Substituir o manto diáfano da fantasia pelo ar fresco da verdade factual pode ser um bom começo.» – Viriato Soromenho Marques, no DN.

opaisdoburro.blogspot.pt

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