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terça-feira, 7 de agosto de 2012


Sean Penn/Hugo Chávez – Aplauso!


Chegam notícias que nos dão conta do apoio explícito e presencial do grande actor norte-americano Sean Penn à reeleição do Presidente Hugo Chávez. Ao que parece, Sean Penn acha, tal como eu acho, que a Venezuela, os milhões de pobres que a Revolução Bolivariana tem vindo a tirar da pobreza pela primeira vez em muitas gerações, assim como a América Latina em geral... têm a ganhar com a reeleição de Chavez. Por muito que isso custe e faça estrebuchar os de sempre: as oligarquias venezuelanas ainda instaladas e, mais a norte, os grandes interesses que o “regime de Chavez” como lhe chamam, tem vindo a enfrentar.
Seja como for, não é sobre a “ditadura de Chávez”, como também lhe chamam... curiosamente, talvez a “ditadura” mais referendada e sujeita a eleições de que me lembro, que me interessa falar.
Também não do actor Sean Penn, em particular, embora seja de notar que a lista de causas que tem defendido parece indiciar que a história de repressão e perseguição ao seu pai, o realizador Leo Penn, vítima da célebre “lista negra” quando se recusou a denunciar os seus companheiros de profissão, acusados de pertencerem ao Partido Comunista... essa história familiar, como dizia, fê-lo perceber de que lado estão os seus verdadeiros inimigos.
Aquilo que me leva a falar deste assunto é o acto cívico e político do apoio, em si mesmo.
Gosto de ver, quando um artista, em qualquer parte do mundo, neste caso nos EUA, dá a cara por aquilo em que politicamente acredita. Fica bem a Sean Penn o seu apoio a um candidato de esquerda da Venezuela, como há dias e também no seu pleno direito, Clint Eastwood decidiu anunciar o apoio ao fanático religioso de direita, Mitt Romney, candidato “republicano” à presidência dos EUA. A liberdade de expressão não é “boa” apenas quando é ao nosso gosto... o que não impede, evidentemente, que se lute com firmeza por aquilo que julgamos ser a nossa razão.
Aquilo que, confesso, já me mete algum nojo, são os milhares de artistas que andam por aí, borrados de medo, tentando agradar a todos, fazendo tudo o que é humanamente possível para que não se perceba que têm qualquer preferência partidária, ou, sequer, uma ideologia... insistindo na tecla já esfarrapada de que a arte não tem nada que ver com política... argumento tão manhoso e falso hoje, como no tempo das gravuras rupestres.

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