António Barreto... e os romanos (os romanos?!!!) *
António Barreto, o esgazeado sociólogo autor material da destruição da Reforma Agrária conquistada com o 25 de Abril e autor moral do assassínio de alguns dos seus trabalhadores, faz questão de já nunca surpreender.
Tivesse ele o seu tacho num banco, ou seguradora, na PT, ou na EDP... e seria ouvi-lo, vociferando contra as fundações suspeitas e inúteis, sorvedouro de dinheiro do Estado, ou, simplesmente, esquemas engenhosos de fuga ao fisco por parte de empresários espertalhões.
Mas não! Como a sua tachada, por estes dias, reside exactamente na manhosa Fundação do merceeiro mor do Pingo Doce, ai “balhamedeus” que isto não pode ser, assim as fundações vão ter que fechar, ai que isto é uma desgraça, valha-nos o senhor "dos passos", valha-nos sua excelência o Presidente da República.
Curiosamente, para relativo descanso da minha consciência, confirmo que o coitado é tão ou mais execrado entre alguns membros das suas próprias fileiras (sobretudo se atentarmos nos comentários), do que aqui neste estabelecimento.
* A provar que os romanos estavam carregados de razão quando inventaram o ditado “Roma não paga a traidores”... o que, trocado em miúdos, quer dizer que até os romanos, há tantos séculos, já topavam à légua que um traidor tem fortíssimas probabilidades de ir traindo... traindo... traindo sempre!

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