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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Alexandre Alves acusa Zita Seabra de "ignorância absoluta"

Empresário nega as acusações de Zita Seabra de que a sua antiga empresa de ar condicionado FNAC 

serviu interesses estratégicos políticos.

Sexta feira, 10 de agosto de 2012

O empresário Alexandre Alves nega em absoluto as acusações da antiga militante do PCP Zita Seabra, sobre o facto de a FNAC 
(Fábrica Nacional de Ar Condicionado) ter  servido interesses estratégicos de ordem política na década de 1980.
"Só posso rir-me, isto é de uma ignorância absoluta, porque de facto não faz sentido e é ridículo menosprezar 
milhares de engenheiros portugueses e em toda a Europa que eram clientes da FNAC", disse Alexandre Alves no 
"Jornal da Noite" de ontem na SIC Notícias, em resposta a acusações de Zita Seabra de que o PCP usava as unidades de ar condicionado para espiar,
 através de aparelhos de escutas, diversos órgãos de poder.
"Os aparelhos não vinham embalados e fechados, eram todos abertos e montados, metendo-se o tubo de cobre e o gás. 
Por isso, isto não faz sentido. Isto deve ser algum filme ou algum livro que deve estar prestes a sair ", acrescentou numa indireta à atual 
condição de editora de Zita Seabra, antiga militante e alto quadro do PCP. 
Questionado sobre se houve financiamento por parte da República Democrática Alemã, Alexandre Alves 
- também conhecido como 'Barão Vermelho' pela sua aproximação ao PCP, além de também ter sido candidato a presidente do Benfica - 
disse que isso também é absolutamente falso, uma vez que todos os bancos portugueses e espanhóis asseguravam o financiamento à empresa FNAC.
"Garanto em absoluto que nunca em circunstância nenhuma recebi alguma influência. A FNAC recebeu Presidentes da República, 
ministros e membros do partido do Governo a que Zita Seabra hoje pertence (PSD), e por isso, não faz sentido dizer isso. 
É absurdo conhecendo a tecnologia do ar condicionado", explicou o empresário.
Alexandre Alves acusa ainda Zita Seabra de não ter respeito e de andar a vender o anticomunismo há duas décadas.
"Isto já não é politica, é baixa politica. Temos que ter respeito pelas pessoas e quem não tem respeito não é respeitado a seguir. 
Isto devia ser um principio que Zita Seabra deveria ter aprendido no partido.
 Ela há 20 anos que anda a vender o anticomunismo e isso não conduz a nada", salientou.


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