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quinta-feira, 12 de julho de 2012


Novas regras para a eleições autárquicas – Por que raio insistirão?!


Os argumentos, chamemos-lhes assim, recorrentemente apresentados pela direita (e algum PS) para defender a ideia de executivos camarários de uma só cor partidária, têm sido repetidamente desmontados. Ainda assim... eles insistem.
A realidade, essa grande chata, tem-se encarregado de demonstrar que a esmagadora maioria das autarquias tem maiorias de um só partido e que o facto de existir um pequeno punhado de executivos sem essa maioria não resulta em bloqueios e muito menos na queda desses executivos. Mais, a participação na vida diária de uma Câmara Municipal, de vereadores da oposição, com ou sem pelouros atribuídos, só em casos muito raros não é um contributo positivo para a democracia local e para a fiscalização dos actos do executivo camarário, como bem se escreve aqui.
Ainda assim eles insistem...
Se juntarmos e esta ideia peregrina de dar todos os lugares da vereação ao partido que ganha as eleições (nem que seja por meia dúzia de votos), ao “desmando” que seria o facto de o novo presidente da Câmara, poder escolher a gosto pessoal os “seus” vereadores, podemos facilmente antever o clima de compadrio e caciquismo que daí adviria.
Ainda assim eles insistem...
Rematando com a intenção deste Governo de liquidar e varrer do mapa muitas centenas de Juntas de Freguesia e alguns Municípios, fica clara a machadada no poder autárquico saído da Revolução de Abril, que o afastamento de milhares de cidadãos das sua autarquias e da vida democrática activa constituiria.
Ainda assim eles insistem... demonstrando que, não aprendendo nada com a História, preferem apostar num poder autárquico viveiro de clientelas e “boys”, mesmo que esse clima político seja tão propício a transformar-se num viveiro de IsaltinosFátimas Felgueiras, Pimentas Machados, populismo, desmandos, fortunas por explicar...

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