
Guilherme Antunes in facebook
DEGRADAÇÃO TOTAL
Desta vez é o espectáculo encenado em prol do terror inculcado, grátis, nas populações indefesas de meios e de raciocínio pouco ginasticado.
A mobilização das televisões, com supervisão do governo (aposto) no alerta patético de horas a fio de transmissão sobre as incontroladas tempestades que se aproximam de Portugal, é um dos mais vis momentos televisivos que me foi dado observar neste país controlado por fogareiros e alarmistas de 3ª categoria.
"Presstitutes" da informação entram em contacto directo com "lálás" e "lélés" mandados para o vento, vestidos com simples blusõezinhos de marca perante a tragédia que se avizinha.
Eles(as) dizem que está muito vento e dão uma entoação à voz que possa arrepiar o mais cândido dos espectadores. E dizem-no junto à praia do Baleal, em que nunca há vento em Outubro, como sabemos; ou da praia de Carcavelos, que é conhecida por nunca lá se ter registado um pontinha de vento; muito menos em zonas específicas da Foz ou da marginal da Figueira da Foz, em que não há conhecimento de nenhum arremedo ventoso fora do mês de Fevereiro.
Imagine-se que, até, o chão em Carcavelos está muito escorregadio, coisa rara em pisos molhados, e por isso se alerta os transeuntes. Da mesma forma que não se percebe como a população não cumpre à risca as indicações da Protecção Civil (o que era de nós sem ela?), se na zona mortífera de Peniche os restaurantes estão praticamente todos cheios e o comércio a trabalhar o que pode. Quem nos acode?
Uma "lálá" informa que partiu o seu chapéu de chuva, o que assevera a turbulência ventosa do mar, na Figueira da Foz já é um "lélé" (pareceu-me) a garantir que o mar está muito alterado progressivamente, embora nós vejamos a maré mais ou menos tranquila e a borda d`água pacífica. Teme-se que no Guincho o vento se faça sentir e que só a coragem consagrada dos “presstitutes”, fazendo perigar a própria vida, nos possam dar imagens terríficas da famigerada tempestade que, até ver, não é mais que uma muito normal noite de Inverno.
Este tipo de prostituição avacalhante parece imbuída do espírito grandioso do estupro (uma forma de estupro). Forçam, forçam, forçam, até vires, mais à frente, a sentir um grande alívio por já ter passado uma coisa medonha…na tua cabeça. Servida numa impunidade de “serviço público” nauseante, apalhaçado e intrigante. Foi o Costa que ordenou esta lavagem intimidatória ou foi a hilariante mulher do neo-liberal vital moreira? Eu sei lá como é que a mulher se chama.
Escrito como convém antes de mais alguém o poder fazer. Tchan.
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