POR DÁ CÁ AQUELA PALHA
Qualquer coisa que desagrade aos chefes dos países europeus acciona-se a infamante chancela de presumível “terrorista”, com base numa fonte qualquer (inventada nos serviços secretos) que justifique ás massas abúlicas a “legitimidade” da devassa da vida privada e da invencionice mais abjecta.
A “intelligentsia” policial gaulesa com “fortes suspeitas”, infundadas, invadiu a casa de Jean-Luc Melenchon, deputado de esquerda, impedindo-lhe a entrada na sua propriedade. Este comportamento fascizante é, claramente, filho legítimo das piores investidas nazi/fascistas dos anos 30 do século passado.
Neste momento, aposto, estarão alguns sorrisos bonzinhos, fofos e delicodoces a pensar no “exagero” destas palavras denunciadoras. Lá vamos, cantando e rindo.
É usado em todo o lado nas “democracias” ocidentais; na França e nos EUA, na Espanha e na Itália.
No Brasil incendeia-se a grande possibilidade da maior ascensão notabilizada do mundo “livre” à afirmação neo-fascista de apoio massivo nas urnas. Supera largamente a importância política das ratazanas ucranianas e a sua bestialidade sanguínea.
Recorramos à imortal mensagem do padre alemão Martin Niemöller.
Não ousem dizer que isto que aconteceu ontem é lá na França e não nos diz respeito. Não vale garantir, intestinalmente, com o argumento de que o homem é trotsquista, anuindo à perigosidade iminente.


Sem comentários:
Enviar um comentário